Polícia Civil prende no Ceará suspeito de invadir e fraudar sistema de órgão estadual de Alagoas para aplicar golpes

Publicado em 03/09/2026, às 11h43
A partir do sistema, ele se passava por funcionário do órgão e abordava usuários que buscavam atendimento oficial. - Foto: MCTI/divulgação
A partir do sistema, ele se passava por funcionário do órgão e abordava usuários que buscavam atendimento oficial. - Foto: MCTI/divulgação

por Eberth Lins

Publicado em 03/09/2026, às 11h43

Um homem foi preso em Icó, Ceará, por suspeita de integrar um esquema fraudulento que utilizava um sistema de atendimento de um órgão público de Alagoas para aplicar golpes em usuários, durante a Operação Atendimento Fantasma da Polícia Civil de Alagoas.

As investigações revelaram que o suspeito usou a credencial de um servidor afastado para se passar por funcionário, abordando vítimas com alegações de problemas na emissão de documentos e solicitando pagamentos em modalidades não oficiais, resultando em pelo menos dois pagamentos confirmados.

Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com a apreensão de eletrônicos e a determinação de bloqueio de R$ 8.618, enquanto a investigação prossegue para identificar outros possíveis envolvidos e a origem dos valores obtidos com as fraudes.

Resumo gerado por IA
Um homem foi preso preventivamente nesta quinta-feira (03), no município de Icó, no Ceará, suspeito de integrar um esquema que utilizava de forma fraudulenta o sistema virtual de atendimento de um órgão público de Alagoas para aplicar golpes contra usuários. A prisão ocorreu durante a Operação Atendimento Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas.
De acordo com as investigações, o homem utiliziou irregularmente a credencial de acesso de um servidor que estava afastado das atividades para entrar no ambiente virtual de atendimento. A partir do sistema, ele se passava por funcionário do órgão e abordava usuários que buscavam atendimento oficial.
Durante os contatos, o investigado alegava supostos problemas na emissão de documentos e orientava as vítimas a realizar pagamentos por uma modalidade diferente da utilizada normalmente pela Administração Pública. Em alguns casos, documentos falsos em formato PDF teriam sido produzidos para dar aparência de legitimidade às cobranças.
Até o momento, dois pagamentos feitos por vítimas foram confirmados. Os valores eram direcionados para contas de terceiros e intermediadoras de pagamento, o que, segundo a investigação, dificultava o rastreamento dos recursos e a identificação dos beneficiários finais.
A investigação começou após o próprio órgão público detectar dezenas de atendimentos considerados suspeitos. Os acessos estavam vinculados à credencial de uma pessoa que não estava trabalhando no período, levantando a suspeita de que os dados haviam sido utilizados por terceiros.
Conforme a PC, para tentar esconder a identidade e a localização, o responsável pelos acessos teria utilizado recursos como redes privadas virtuais (VPN). A investigação cibernética, no entanto, conseguiu identificar um endereço de IP utilizado em uma das conexões. O dado, cruzado com outras informações técnicas, levou os investigadores até o suspeito.
Além do mandado de prisão preventiva, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos e uma motocicleta. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 8.618, valor correspondente às fraudes confirmadas até o momento, além da quebra dos sigilos bancário e de dados telemáticos do investigado.
Ainda de acordo com a PC, inicialmente, a pessoa responsável pela credencial utilizada nos acessos chegou a ser considerada nas investigações. Entretanto, as diligências apontaram que ela não teria participado das fraudes e que seus dados de acesso teriam sido utilizados de maneira indevida.
A investigação continua para identificar possíveis outros envolvidos no esquema, incluindo pessoas e empresas que possam ter sido utilizadas para receber ou movimentar os valores obtidos com as fraudes. Os investigados poderão responder, em tese, por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais.

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