Polícia Federal cumpre mandados contra grupo suspeito de fraudar pensões em cinco municípios alagoanos

Publicado em 09/09/2026, às 12h02
Moradores de União foram surpreendidos com chegada da Polícia Federal ainda nas primeiras horas do dia - Foto: Cortesia ao TNH1
Moradores de União foram surpreendidos com chegada da Polícia Federal ainda nas primeiras horas do dia - Foto: Cortesia ao TNH1

por Eberth Lins

Publicado em 09/09/2026, às 12h02

A Polícia Federal iniciou a terceira fase da Operação Geração Espontânea, focando em um esquema de fraudes na concessão de pensões por morte do INSS em Alagoas, com 18 mandados de busca e apreensão cumpridos em várias cidades.

As investigações, que começaram em 2022, revelaram que o grupo utilizava dados de falecidos e informações de sistemas oficiais para criar documentos falsos e solicitar benefícios indevidos, incluindo pagamentos retroativos.

Nesta fase, a PF busca identificar as funções dos envolvidos e apura se outros benefícios do INSS foram concedidos fraudulentamente, enquanto o material apreendido será analisado para dimensionar os prejuízos à Previdência Social.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (09), a terceira fase da Operação Geração Espontânea, que investiga um grupo suspeito de fraudar a concessão de pensões por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Alagoas. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Maceió, União dos Palmares, Pilar, Marechal Deodoro e Coruripe.

As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal da Seção Judiciária de União dos Palmares. Os agentes buscam documentos, celulares, computadores, mídias de armazenamento e outros materiais que possam ajudar a esclarecer como o esquema funcionava e identificar a participação de outros suspeitos.

De acordo com a PF, as investigações começaram em 2022 e apontam que o grupo utilizava dados de pessoas mortas e informações obtidas em sistemas oficiais para criar documentos falsos e incluir dependentes fictícios em pedidos de pensão por morte.

Conforme a apuração, os benefícios eram solicitados tanto pela via administrativa quanto, em alguns casos, por meio de ações judiciais. Além dos pagamentos mensais, os envolvidos também poderiam receber valores retroativos, incluindo precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs).

Nesta nova fase, a Polícia Federal tenta identificar as diferentes funções desempenhadas pelos integrantes do grupo, incluindo possíveis responsáveis pela falsificação de documentos, recrutamento de pessoas, solicitação dos benefícios e movimentação dos valores obtidos.

Os investigadores também apuram se outros benefícios do INSS foram concedidos de forma fraudulenta e se há mais pessoas envolvidas no esquema.

O material apreendido nesta quarta-feira será analisado pela Polícia Federal. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos cofres da Previdência Social.

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