Polícia Federal recusa proposta de delação premiada de Vorcaro

Publicado em 21/05/2026, às 16h12
Daniel Vorcaro está preso por fraudes ligadas ao Banco Master - Reprodução
Daniel Vorcaro está preso por fraudes ligadas ao Banco Master - Reprodução

Por Agência Brasil

A Polícia Federal decidiu não aceitar a proposta de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, considerando suas informações inconsistentes em relação às provas coletadas desde 2024 sobre fraudes financeiras.

A investigação, iniciada a pedido do Ministério Público Federal, apura a emissão de títulos de crédito sem cobertura, e a decisão da PF foi comunicada ao relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República analisa a proposta de delação de Vorcaro, que foi preso em duas ocasiões durante a Operação Compliance Zero e agora enfrenta a possibilidade de retornar a uma penitenciária com regras mais severas.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal (PF) decidiu não endossar a proposta de acordo de colaboração premiada que vinha discutindo com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e com seus advogados.

Os agentes federais responsáveis julgaram inconsistentes as informações fornecidas por Vorcaro, confrontando-as com as provas e indícios reunidos desde 2024, quando a PF começou a apurar, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a emissão de títulos de créditos financeiros sem a devida cobertura.

Segundo fontes da corporação, a decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura denúncias de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional, mas não inviabiliza tratativas futuras, caso o banqueiro apresente informações relevantes.

Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) segue avaliando a proposta de delação premiada apresentada pelo dono do conglomerado Master, instituição financeira que o Banco Central liquidou extrajudicialmente em novembro de 2025.

Preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro do ano passado, Vorcaro, de 42 anos, passou dez dias detido até ser libertado por força de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Ele voltou a ser detido em 4 de março deste ano, quando a PF deflagrou a terceira fase da operação. Em 19 de março, como parte das tratativas para o fechamento de um acordo, Vorcaro passou a ocupar uma sala especial da Superintendência da PF em Brasília. Esta semana, com a deterioração das negociações, ele foi transferido para uma cela da superintendência, de onde pode voltar para a Penitenciária Federal, onde estará sujeito a regras muito mais rígidas.

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