Polícia investiga participação de milícia ou tráfico em morte de líder comunitária no Rio

Publicado em 01/09/2026, às 11h18
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Por Extra Online

A líder comunitária Josiene Dias de Assunção Maia foi assassinada a tiros em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, em um ataque que envolveu mais de 50 disparos, levantando suspeitas de envolvimento de milícias ou facções criminosas na região.

Josiene havia recebido ameaças de morte recentemente e sua execução ocorre em um contexto de disputas territoriais entre quadrilhas, que resultaram em tiroteios e sequestros de ônibus na área.

A Polícia Civil investiga a autoria das ameaças e a ligação do crime com os conflitos locais, enquanto a situação de segurança na região continua a ser monitorada devido ao histórico de violência contra líderes comunitários.

Resumo gerado por IA

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte de Josiene Dias de Assunção Maia. Líder comunitária atuante nas comunidades do Campo do Quinze e da Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, ela foi assassinada a tiros na noite de sábado, em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio.

Josiene estava dentro de um carro quando foi executada. Segundo a perícia, mais de 50 tiros foram disparados. A Polícia Civil já sabe que a vítima havia recebido ameaças de morte recentemente. Investigadores apuram se o crime teria sido praticado por pessoas ligadas a uma milícia ou a uma facção criminosa.

As duas quadrilhas disputam territórios na região. Por conta de tiroteios envolvendo os dois bandos, ocorridos neste sábado, 14 ônibus chegaram a ser sequestrados e usados como barricadas em pontos da Zona Sudoeste, como Muzema e Taquara. A hipótese seguida pela Delegacia de Homicídios da Capital, no entanto, é a de que a morte da líder comunitária não esteja ligada aos conflitos deste fim de semana. Segundo o que foi apurado até agora, Josiene dirigia um veículo que começou a ser perseguido por homens armados em três motocicletas. Na altura da Estrada do Guerenguê, o carro foi atingido pelos primeiros disparos. Logo após o automóvel parar, pessoas não identificadas saltaram das motos e dispararam uma série de tiros de pistola. Josiene não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. A perícia concluiu que o crime foi executado com armas de calibres .40 e nove milímetros.

A autoria das ameaças recebidas pela vítima ainda é investigada. Ela não é a primeira líder comunitária da região a ser assassinada. Em fevereiro de 2025, o presidente da Associação de Moradores da Colônia foi morto a tiros dentro de uma casa. Já em janeiro de 2023, o ex-candidato a deputado estadual e ex-presidente da Associação de Moradores do Campo do Quinze, Fábio da Silva Travassos, mais conhecido como Fábio Charuto, foi baleado e sequestrado por homens armados no bairro de Curicica.

Fábio Charuto foi atingido por tiros na esquina da Travessa da Creche 35 com a Avenida Ayrton Senna, quando esperava para ser atendido em uma barbearia. Ele foi abordado por dois homens armados. Segundo informações da polícia, os criminosos usavam toucas ninja. Eles recolheram as cápsulas do chão e jogaram areia no local onde havia sangue da vítima. Em seguida, colocaram Fábio no porta-malas do carro. Desde então, ele continua desaparecido.

A Polícia Civil investiga a participação de milicianos nos dois casos citados.

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