Alagoas

Policiais bloqueiam entrada do Porto e caminhões formam fila em Jaraguá; assista

27/04/16 - 07h21 - Atualizado em 27/04/16 - 08h22
Henrique Pereira e Assessoria Sindpol

Atualizada às 08h22

Policiais civis em greve ocupam desde o início da tarde dessa terça (26) a entrada do Porto de Maceió, bloqueando a passagem de caminhões de carga, que formam uma longa fila na Avenida Maceió até a Avenida Industrial Cícero Toledo, no Jaraguá.

De acordo com informações do repórter Henrique Pereira, da TV Pajuçara, a fila chega próximo ao Memorial à República, na orla da Praia da Avenida. Há caminhões também na Rua Uruguai, mas o trânsito flui normalmente apesar da movimentação atípica.

Assista também à matéria do Pajuçara Manhã:

Após negociação com os manifestantes, motoristas que transportavam combustível foram autorizados a passar, assim como alguns caminhões com fertilizante.

O Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) montou uma estrutura com tenda, cadeiras e alimentos para que os agentes possam ficar no acampamento no Porto de Maceió. A entidade disponibilizou café da manhã, almoço e jantar, e até colchonetes para os policiais civis dormirem no local.

O presidente do Sindpol, Josimar Melo, destacou que os policiais civis permanecerão no local até que o governador Renan Filho convoque o sindicato para negociar os 23 itens da pauta de reivindicações. Em destaque, está o piso salarial de 60% de remuneração dos delegados, o pagamento das progressões, o pagamento retroativo das progressões, o pagamento do risco de vida e a insalubridade.

"Reajuste incompatível"

Por meio de nota, o Governo do Estado declarou que o reajuste proposto pelo Sindpol é "incompatível com a realidade do Estado". O Governo informou que mantém a Mesa de Negociação para chegar a um entendimento com os policiais civis para que se encontre uma solução imediata que ponha fim à greve.

O Governo ainda disse que considera que a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Sindicato dos Policiais Civis, da ordem de 60% da remuneração dos delegados, o que representaria um reajuste de 172,68%, é "completamente inviável" e "totalmente incompatível com a realidade do Estado de Alagoas".

"Diante disso, o Governo pede a compreensão e bom senso da categoria e lamenta os atos extremos praticados por manifestantes, como o fechamento do Porto de Maceió, ocorrido nesta terça-feira (26), que só trazem transtornos e prejuízos à sociedade".

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