Policial "Bonitão" é preso nos EUA por favorecer criminosos no Brasil

Publicado em 25/04/2026, às 09h35
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Por TNH1 com CNN Brasil

Um policial penal foragido, Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como 'Bonitão', foi preso em Orlando, EUA, após ser investigado por facilitar atividades de tráfico de drogas e milícias no Rio de Janeiro.

A prisão ocorreu após a Operação Anomalia, que visava desmantelar uma rede criminosa que incluía membros da polícia e resultou em 14 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão, com apreensões significativas de dinheiro e armamentos.

Bonitão enfrentará uma audiência de custódia nos Estados Unidos, onde será avaliada sua possível deportação, enquanto as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal prendeu um policial penal que estava foragido desde o mês de março por favorecer criminosos no Rio de Janeiro. Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como "Bonitão", foi detido na manhã de sexta-feira (24), em Orlando, nos Estados Unidos.

Ele era foragido da Operação Anomalia, quando foi alvo de mandado de prisão preventiva, mas não foi localizado. "Bonitão" é investigado por participar de uma estrutura voltada à facilitação logística de atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à atuação de milícias.

Segundo a investigação, o policial já foi segurança de jogadores de futebol e assessor parlamentar. Ele foi preso após o cruzamento de informações entre a Superintêndencia da PF no Rio de Janeiro e a DEA (Drug Enforcement Administration), a agência federal de combate ao tráfico de drogas do Departamento de Justiça dos EUA .

"Bonitão" deverá passar por uma audiência de custódia com a justiça americana, que avaliará eventuais medidas de deportação do foragido da justiça brasileira.

A operação Anomalia foi desenvolvida no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, com o objetivo de cumprir mandados do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.

Operação Anomalia

Durante a fase da operação deflagrada no início de março, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana do Rio.

Entre os presos estavam Fabrizio Romano, delegado da Polícia Federal, um delegado da Polícia Civil, dois policiais civis e sete policiais militares, além de outros alvos. Por determinação do STF, todos os investigados também foram afastados imediatamente das funções públicas.

Segundo a corporação, o grupo utilizava informações privilegiadas e influência dentro do aparato estatal para beneficiar criminosos e obter vantagens financeiras. Durante as diligências, foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em espécie, armas, munições, celulares, um veículo e documentos.

Os suspeitos poderão responder, conforme o grau de participação, por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será analisado para identificar possíveis outros envolvidos no esquema investigado.

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