A Ponte Preta enfrenta uma grave crise financeira, com uma padaria de Campinas processando o clube por uma dívida de R$ 53.280,14, não paga desde maio de 2025, o que agrava ainda mais sua situação delicada.
Os problemas financeiros da Ponte se intensificaram desde a temporada passada, resultando em salários atrasados para jogadores e funcionários, além de protestos do elenco que se recusou a se concentrar antes de jogos devido às pendências.
O clube busca um acordo com a padaria para resolver a dívida, enquanto o diretor jurídico reconhece a dificuldade financeira e a necessidade de honrar compromissos, em meio a um ambiente conturbado que já levou ao afastamento de jogadores.
Próxima adversária do CRB na Série B do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta vive grave crise financeira. O ge noticiou, nesta sexta-feira, 22, que uma padaria de Campinas colocou o clube na justiça e cobra uma dívida de R$ 53.280,14 por falta de pagamento desde maio de 2025 em relação a serviços prestados no fornecimento de alimentos. O estabelecimento fica localizado próximo ao Moisés Lucarelli, estádio da Ponte.
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"A requerente forneceu alimentação, sobretudo pães, para consumo da requerida, sempre atendendo prontamente a todas as solicitações da requerida de forma eficiente e justa, porém a requerida não cumpriu com o pagamento como devido, desde maio de 2025", diz o processo, de acordo com o ge.
A última atualização foi em 6 de maio, quando houve uma transferência do processo da 5ª Vara Cível de Campinas para a 1ª Vara Regional Empresarial e de Conflitos relacionados à Arbitragem.
A defesa da padaria cita na ação que o estabelecimento chegou a notificar a Ponte sobre a inadimplência "de maneira inteiramente amigável", mas que o clube, "até o presente momento, manteve-se inerte, sem apresentar qualquer manifestação (...) ou providenciar o adimplemento do débito".
"Todos sabem da situação complicada que a Ponte vive financeiramente. Infelizmente não conseguimos honrar acordos com alguns fornecedores e parceiros, que estão no direito de reivindicar o pagamento. Nesse caso, vamos buscar um acordo que seja bom para os dois lados, que a Ponte consiga honrar e que também faça sentido para o fornecedor", respondeu o diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, ao ge, sobre esse processo.
Salários atrasados
A Ponte Preta tem problemas financeiros desde a temporada passada, quando mesmo assim conseguiu superar isso e conquistou o inédito título da Série C do Campeonato Brasileiro. O executivo de futebol da Ponte, João Brigatti, disse ao ge que está no "mesmo barco" dos atletas e que não recebe há mais de 11 meses. Existia a expectativa do pagamento de uma folha na semana passada, mas não aconteceu, publicou o site.
Por duas vezes o elenco decidiu não concentrar antes de jogos da Série B do Brasileiro em protesto às pendências - a última delas foi na goleada sofrida por 4 a 1 para o Londrina, na segunda-feira, no Estádio Moisés Lucarelli. A falta de pagamentos também gerou ao clube um transfer ban na CNRD e outro na Fifa.
O último capítulo do caos alvinegro foi uma discussão entre Bryan Borges, artilheiro do time no ano, com três gols, e o diretor de futebol e vice-presidente do clube, Marco Antonio Eberlin, na última quinta-feira. O bate-boca resultou no afastamento de Bryan Borges no elenco - a tendência é que ele não atue mais pela Ponte. Anteriormente, o zagueiro David Braz e o volante Rodri Saravia já tinham pedido desligamento.
CRB e Ponte Preta jogam às 16h30 deste domingo, 24, no Rei Pelé, em confronto válido pela 10ª rodada da Série B. O Galo tem 11 pontos e é o 13º colocado, enquanto a Macaca tem 7 pontos e está na 19ª posição.
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