Especialista explica como identificar sinais de sofrimento emocional e quais formas de apoio podem ajudar as mães durante a gestação e o puerpério
A maternidade envolve mudanças, responsabilidades e cobranças que podem tornar a rotina emocionalmente desafiadora. Entre as expectativas de cuidar do filho, conciliar outras áreas da vida e dar conta de diferentes demandas, muitas mães acabam se cobrando além dos próprios limites. Essa pressão pode alimentar a culpa materna, um sentimento que, quando se torna constante, pode comprometer o bem-estar emocional e contribuir para problemas como depressão e burnout materno.
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Para lidar com essas questões, informação e acolhimento são importantes. Muitas vezes, a falta de conhecimento sobre saúde mental pode aumentar o receio e a insegurança das mães. Por isso, durante o Setembro Amarelo, mês voltado para a campanha brasileira de prevenção ao suicídio, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, esclarece as dúvidas mais comuns sobre culpa materna e traz dicas para ajudar as mães a lidar com esses sentimentos.
A culpa materna é um sentimento que surge por conta das junções sociais, pessoais e a realidade da maternidade. Muitas mães se sentem culpadas por não conseguirem atender a todas as demandas e expectativas que a sociedade e elas mesmas impõem. Essa pressão cultural pode fazer com que muitas mulheres se sintam culpadas por quererem trabalhar ou por outras escolhas pessoais. É quase como se a culpa fosse uma sombra que acompanha a maternidade. Reconhecer e questionar essas expectativas é um passo importante para se sentir melhor.
Se a culpa materna não for abordada, pode evoluir para quadros de depressão. A sobrecarga emocional, a falta de suporte e a idealização da maternidade são fatores que aumentam o risco de depressão, especialmente no período do puerpério.

Se a mãe sentir tristeza persistente, falta de energia, dificuldade de conexão com o bebê ou pensamentos negativos, é importante procurar ajuda. A depressão pode surgir na gestação ou até um ano após o parto, e o acompanhamento psicológico pode ser importante para o bem-estar da mãe e do bebê.
A psicologia perinatal oferece suporte especializado para gestantes e puérperas. O tratamento pode ser realizado por meio de sessões individuais, em grupo ou familiares, que ajudam a mãe a lidar com os desafios emocionais da maternidade e a prevenir problemas mais graves.
Todas as mães se sentem cansadas ou frustradas em algum momento. O importante é saber que isso não te faz uma mãe ruim. Aceitar e conversar sobre esses sentimentos, por exemplo, pode fazer a diferença. Além disso, algumas atitudes simples podem contribuir para aliviar a culpa e fortalecer o bem-estar emocional durante a maternidade, como:
Por Chris Coelho
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