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Portugal volta a autorizar voos comerciais com o Brasil

Folha de São Paulo | 16/04/21 - 10h50 - Atualizado em 16/04/21 - 10h53

Após 77 dias de suspensão, o governo de Portugal autorizou a volta dos voos comerciais com origem ou destino no Brasil. Os viajantes continuam sujeitos, no entanto, a uma quarentena obrigatória de 14 dias após a chegada ao território português. A liberação vale apenas para viagens consideradas essenciais. A proibição da entrada de turistas brasileiros em Portugal segue em vigor desde março de 2020.

Segundo o documento, viagens essenciais são as destinadas a permitir o trânsito ou a entrada de cidadãos por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou humanitárias.

Além de cumprir isolamento, os passageiros precisam apresentar um teste PCR negativo para Covid, a ser realizado 72 horas antes do embarque. A quarentena para quem vem do Brasil vale também para quem chega por meio de um voo com conexão em outro país ou pela fronteira terrestre com a Espanha.

O período de confinamento pode ser cumprido em casa, mas é obrigatório informar, na plataforma específica criada pelo governo, o endereço e as informações de contato. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (16), tem validade de 15 dias, podendo ser renovada ou suspensa.

As companhias aéreas que operam voos diretos entre Brasil e Portugal —Tap, Azul e Latam— ainda não divulgaram informações sobre a retomada dos voos. As ligações aéreas entre Portugal e Brasil estavam suspensas desde 29 de janeiro, quando o país europeu atravessava seu pior momento da pandemia.

Embora os voos diretos estivessem proibidos, o governo continuava a autorizar a entrada de brasileiros por rotas alternativas, com conexões em outros países, principalmente em França e Suíça. Nesta semana, porém, a suspensão de voos com o Brasil pelo governo francês acabou com uma das principais opções.

No primeiro fechamento de fronteiras, em março de 2020, a maior parte dos brasileiros afetados era de turistas surpreendidos pelo agravamento da situação sanitária. Desta vez, porém, imigrantes foram os principais atingidos. Muitos perderam seus empregos devido à pandemia e já se encontram sem dinheiro para se manter na Europa, precisando recorrer à assistência de ONGs e entidades religiosas.

Embora tenham sido realizados alguns voos extraordinários para repatriação durante o período em que a proibição esteve em vigor, a quantidade de viagens foi insuficiente. O alto custo dos voos especiais também impediu o embarque de muitos brasileiros.

Com o anúncio das restrições aos viajantes do Brasil feito pela França na terça-feira (13), o país soma barreiras de entrada impostas como forma de tentar conter o avanço da pandemia de Covid-19 —particularmente, a variante brasileira do vírus— em ao menos 22 nações, de acordo com levantamento feito a partir dos dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Os dados atualizados até quarta-feira (14) referem-se apenas a países que adotaram medidas específicas contra o Brasil. Assim, ficam de fora do levantamento países como a China, por exemplo, que fechou suas fronteiras de maneira mais generalizada.

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