Preto Boiadeiro e Pé de Ferro são condenados por duplo homicídio em Batalha

Publicado em 28/04/2026, às 07h13
Julgamento de Pé de Ferro e dos irmãos Baixinho e Preto Boiadeiro foi anulado em 2019 - Arquivo/Anderson Bambluck/MP
Julgamento de Pé de Ferro e dos irmãos Baixinho e Preto Boiadeiro foi anulado em 2019 - Arquivo/Anderson Bambluck/MP

Por Redação

José Anselmo Cavalcanti de Melo, conhecido como 'Preto Boiadeiro', e Thiago Ferreira dos Santos, chamado de 'Pé de Ferro', foram condenados pelos assassinatos de um sargento da Polícia Militar e de um civil em Batalha, Alagoas, em 2006, em um novo julgamento realizado após a anulação da sentença anterior.

Preto Boiadeiro foi sentenciado a 32 anos e três meses de prisão, enquanto Pé de Ferro teve sua pena mantida em 58 anos e quatro meses, com o Ministério Público apresentando provas robustas da autoria dos crimes durante o júri.

A sentença anterior, de 2019, foi anulada devido a um erro técnico relacionado à imparcialidade do júri, e dois outros acusados do caso já faleceram, enquanto o novo julgamento ocorreu na 8ª Vara Criminal em Maceió.

Resumo gerado por IA

Os réus José Anselmo Cavalcanti de Melo, o “Preto Boiadeiro”, e Thiago Ferreira dos Santos, conhecido como "Pé de Ferro", foram condenados pelos assassinatos do sargento da Polícia Militar de Alagoas, Edivaldo Joaquim de Matos, e de Samuel Theomar Bezerra Cavalcante, crimes ocorridos no município de Batalha, Sertão de Alagoas, no ano de 2006. O júri foi realizado nessa segunda-feira (27), na 8ª Vara Criminal, no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

A nova decisão ocorre sete anos depois do primeiro julgamento, posteriormente anulado (saiba mais no fim da matéria). Preto Boiadeiro recebeu a nova sentença, condenado a 32 anos e três meses de reclusão. Já Pé de Ferro teve mantida a pena anterior de 58 anos e quatro meses.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), através do promotor de Justiça Thiago Riff, apresentou ao Conselho de Sentença provas consideradas incontestáveis da autoria material de ambos. Os depoimentos de testemunhas e dos acusados foram registrados ao longo do dia. Depois, aconteceram os debates entre acusação e defesa, antes do Conselho de Sentença se reunir para julgar a causa.

Erro anulou sentença anterior

A sentença de 2019 foi anulada por um erro técnico. De acordo com o acórdão, a participação de uma estagiária do tribunal no júri teria comprometido a imparcialidade do julgamento. Preto Boiadeiro e Pé de Ferro foram julgados novamente nesse dia 27, e dois outros acusados do duplo homicídio já morreram.

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