por Eberth Lins
Publicado em 02/09/2026, às 10h26
Um professor acusado de injúria racial contra um aluno negro de 13 anos será ouvido em audiência na 14ª Vara Criminal de Maceió, após ter apontado o estudante como 'semelhante' a um macaco durante uma aula.
O incidente, registrado em vídeo, gerou repercussão negativa e levou à demissão do educador, que enfrenta processos por injúria racial e discriminação com finalidade de entretenimento.
A escola tomou medidas imediatas ao afastar o professor e, em nota, repudiou qualquer ato de racismo, reafirmando seu compromisso com um ambiente educacional livre de discriminação.
O professor denunciado por injúria racial contra um aluno negro de 13 anos será ouvido nesta quarta-feira (02), durante uma audiência de instrução na 14ª Vara Criminal de Maceió, no Fórum do Barro Duro.
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O educador responde pela situação ocorrida durante uma aula, em uma escola localizada no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió, quando o docente teria apontado um adolescente como “semelhante” a um macaco.
A audiência faz parte do processo que apura as circunstâncias da denúncia. O professor responde por injúria racial e por discriminação com finalidade de entretenimento. O processo segue em tramitação na Justiça e, nesta etapa, serão colhidos depoimentos e outras informações consideradas necessárias para o andamento da ação.
O caso - Um vídeo registrado em uma escola particular do bairro Benedito Bentes, em Maceió, mostra um professor cometendo injúria racial contra um aluno. As imagens mostram o momento em que um estudante apresenta a capa de um caderno, ilustrada com um chimpanzé, e pergunta ao docente com quem o animal se parecia.
No vídeo, sem áudio, o professor aponta para outro aluno, um menino negro de 13 anos, sugerindo a semelhança entre ele e a figura do caderno. Segundo o relato da vítima à polícia, o professor teria dito “parece com esse aqui”; assista ao vídeo:
Professor foi demitido
Em março último, a escola informou que o profissional foi afastado imediatamente das atividades e, após a adoção de providências internas, deixou de integrar o quadro de colaboradores. Em nota, a instituição repudiou qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito, afirmando que tais condutas são incompatíveis com os valores e o ambiente educacional que busca manter.
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