Esse mamífero chama a atenção por seus hábitos, alimentação e capacidade de viver em diferentes ambientes
O quati é um mamífero da família Procyonidae, a mesma dos guaxinins. No Brasil, uma das espécies encontradas é o quati-de-cauda-anelada (Nasua nasua), que ocorre em diferentes regiões da América do Sul. De porte médio, o animal chama a atenção principalmente pelo focinho comprido e móvel e pela cauda longa, geralmente marcada por anéis.
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Além da aparência característica, os quatis apresentam comportamentos que despertam a curiosidade. São animais ativos, bons escaladores, vivem em uma organização social bastante particular e possuem uma alimentação variada. Abaixo, confira alguns fatos interessantes sobre esses seres!
Uma das características mais marcantes do quati é o focinho alongado e bastante flexível. Essa estrutura ajuda o animal a investigar o solo, folhas caídas, troncos e outros locais em busca de alimento. O olfato também desempenha um papel importante nessa procura, permitindo encontrar pequenos animais e outros itens que nem sempre estão visíveis. Além disso, as patas dianteiras possuem garras fortes, que auxiliam a escavar e mexer em materiais no chão.
A longa cauda do quati não chama a atenção apenas pelos anéis que aparecem ao longo dela. Ela tem uma função importante para a movimentação do animal: auxilia no equilíbrio, facilitando a locomoção sobre galhos das árvores e em locais mais altos. Em algumas espécies, a cauda pode ter comprimento próximo ao do próprio corpo e costuma ser mantida erguida durante determinados deslocamentos.
Embora passem boa parte do tempo no chão procurando alimento, os quatis também têm grande habilidade para subir em árvores. Suas patas e garras fortes ajudam nessa tarefa, e a anatomia dos membros posteriores permite que desçam dos troncos com a cabeça voltada para baixo. As árvores também oferecem locais para descanso, reprodução e proteção.
Diferentemente de vários outros integrantes da família Procyonidae, os quatis são principalmente diurnos. Isso significa que costumam permanecer ativos durante o dia, período em que passam bastante tempo procurando alimento. Eles podem percorrer o solo das florestas com o focinho próximo ao chão, investigando folhas e outros materiais.

A organização social dos quatis apresenta uma característica interessante: fêmeas, filhotes e indivíduos jovens costumam formar grupos, que podem reunir vários animais. Essa convivência oferece benefícios, como maior proteção dos mais novos contra predadores e oportunidades de interação entre os integrantes. Os membros também utilizam diferentes formas de comunicação para manter contato durante seus deslocamentos.
Enquanto fêmeas e jovens são conhecidos pela vida em grupo, os machos adultos geralmente apresentam um comportamento mais solitário. Eles costumam se aproximar dos grupos principalmente durante o período reprodutivo. Depois do acasalamento, voltam à rotina independente.
Os quatis são animais onívoros, ou seja, consomem alimentos de origem vegetal e animal. Frutas e invertebrados estão entre os principais componentes da alimentação, mas a dieta também pode incluir ovos, insetos, aranhas, pequenos répteis, roedores e outros pequenos animais.
Além disso, a alimentação dos quatis também pode contribuir para o funcionamento dos ecossistemas. Como esses animais consomem diferentes tipos de frutos e percorrem áreas consideráveis em busca de comida, podem colaborar para a dispersão de algumas sementes. Esse processo ajuda espécies vegetais a alcançar locais diferentes daqueles onde os frutos foram consumidos.
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