Quem é o brasileiro que ajudou a carregar rival em maratona nos EUA

Publicado em 23/04/2026, às 10h58
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Por Só Notícia Boa

Robson Gonçalves Oliveira, um brasileiro de 36 anos, se tornou um símbolo de solidariedade ao ajudar um corredor americano a completar a Maratona de Boston, abrindo mão de seu próprio recorde pessoal. A cena emocionou o público e foi amplamente divulgada pela mídia internacional, destacando o espírito esportivo e a generosidade do atleta.

Corredor há quase uma década, Robson havia se preparado intensamente para a maratona e estava próximo de alcançar sua melhor marca quando decidiu ajudar Ajay Haridasse, que estava em colapso a menos de 300 metros da linha de chegada. Essa atitude altruísta ressoou com o público e gerou uma onda de apoio e reconhecimento nas redes sociais.

Após a maratona, Robson planeja descansar por 10 dias antes de retomar os treinos para a Maratona de 2027, equilibrando sua rotina entre o trabalho e a família. Ele expressou sua disposição em repetir o ato de solidariedade, se necessário, e está recebendo mensagens de apoio que pretende responder com a ajuda de ferramentas de tradução.

Resumo gerado por IA

A imagem de solidariedade do ano é de um brasileiro e está na capa dos jornais do mundo. Ele ajudou a carregar um corredor dos Estados Unidos para que conseguisse completar a Maratona de Boston, junto com um outro corredor britânico

Robson Gonçalves Oliveira, de 36 anos, é operador de máquina em uma empresa de São Bernardo (SP) e virou exemplo de generosidade. Ele contou que tem uma filha com deficiência auditiva e que o amor pelo esporte o fez ajudar o colega. Para ajudar o rival, Robson abriu mão do recorde que estava perto de bater.

Robson e o britânico Aaron Beggs cruzaram a linha de chegada juntos carregando o engenheiro norte-americano Ajay Haridasse e foram aclamados pelo público e pela imprensa como “Heróis e superstar da Maratona de Boston”.

Queria bater a marca

Robson estava perto de bater a melhor marca pessoal dele em corridas de rua, quando decidiu ajudar a carregar o rival, bem na reta final da competição.

Ele, que tem 10 maratonas no currículo, disse que faltam alguns segundos para conseguir o melhor tempo, mas não aguentou quando viu o rapaz caído no chão e decidiu ajudar.

Segundo Robson, esse é o espírito da maratona, da corrida e do esporte. E a boa ação do brasileiro tocou o coração do britânico, que também parou e ofereceu ajuda.

A história do brasileiro

Robson é corredor há quase 10 anos. Ele começou correndo duas ou três vezes por semana, no máximo cinco quilômetros. Só em 2019, ele correu a primeira maratona, em São Paulo e o sonho era correr a de Boston, considerada a maior do mundo entre os corredores amadores.

Desde 2024 ele vinha treinando e conseguiu o índice para participar de Boston na Maratona do Rio de Janeiro. E mesmo depois de tanto esforço, abriu mão do sonho para ajudar o corredor desconhecido.

E Robson estava a poucos passos do recorde pessoal, quando viu o Ajay Haridasse perdendo força e caindo na reta final da prova em Boston.

Estava em colapso

O brasileiro contou que o estadunidense estava em colapso e não conseguia ficar em pé. Faltavam menos de 300 metros quando ele e o britânico carregaram o homem até a linha de chegada.

Robson, que não fala inglês, usou as poucas palavras que sabe no idioma para incentivar o rival a continuar, como: ‘up, up and walking’ (levanta, levanta e caminha).

Todos estavam exaustos quando a cena aconteceu. Quando os três cruzaram a linha de chegada abraçados, uma equipe médica já estava preparada para socorrer Ajay.

Não foi a primeira vez

Robson lembrou que já tinha ajudado um amigo, numa situação parecida durante a Maratona do Rio.

Ele carregou o colega nos últimos 200 metros.

O brasileiro recusou o título de herói. Disse que é a força de Deus, de Jesus. “Toda honra e glória deve ser para ele”, afirmou à imprensa.

Próxima maratona

Robson contou que agora vai se preparar para a Maratona de 2027. Antes, porém vai tirar 10 dias de folga para descansar.

Ele deve correr novamente em julho e vai revezar os treinos com o trabalho na empresa de montagem de caminhões em São Bernardo.

E o brasileiro faz outro revezamento em casa, com a mulher, para cuidar dos três filhos.

Famoso nas redes

Depois da cena que foi capa nos jornais internacionais, o brasileiro disse que faria tudo de novo, se fosse preciso.

Agora, famoso, ele disse que tem recebido muitas mensagens com elogios pela atitude que teve.

E que quer responder a todos, com ajuda do Google Tradutor.

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