Quem é o homem que responde a 500 acusações por roubo de esqueletos de cemitério nos EUA

Publicado em 22/04/2026, às 08h44
Imagem Quem é o homem que responde a 500 acusações por roubo de esqueletos de cemitério nos EUA

Por Folhapress

Um homem na Pensilvânia enfrenta quase 500 acusações por suposto saque de túmulos, incluindo vilipêndio de cadáver e profanação de monumentos, após promotores ampliarem a denúncia relacionada a arrombamentos em cemitérios.

A investigação começou quando ossos foram encontrados no carro do suspeito, que admitiu ter retirado cerca de 30 conjuntos de restos mortais, levando à apreensão de mais de cem conjuntos em sua residência e um depósito.

O caso gerou grande revolta entre os familiares das vítimas, que planejam acompanhar o processo judicial, e levantou preocupações sobre o comércio ilegal de partes do corpo na internet.

Resumo gerado por IA

Um homem preso por suspeita de saquear túmulos na Pensilvânia, nos EUA, passou a responder a quase 500 acusações, após promotores ampliarem a denúncia no caso de furto de restos mortais em cemitérios.

As acusações chegam a quase 500 e incluem crimes como vilipêndio de cadáver, profanação de monumentos e furto. Duas denúncias iniciais por invasão foram retiradas, mas a Promotoria acrescentou novas contagens relacionadas a supostos arrombamentos em cemitérios nos condados de Lancaster e Luzerne.

Jonathan Gerlach, 34, compareceu ao tribunal do Condado de Delaware em 17 de abril, e abriu mão do direito a uma audiência preliminar. O caso foi noticiado pela WTXF, afiliada da Fox na Filadélfia, que mostrou que promotores apresentaram novas acusações ligadas a invasões de cemitérios em condados vizinhos.

A investigação começou após policiais verem ossos e crânios no carro do suspeito perto do cemitério Mount Moriah, na Filadélfia. Segundo as autoridades, ele foi abordado no local e teria admitido ter retirado cerca de 30 conjuntos de restos mortais do local.

Buscas posteriores levaram à apreensão de mais de cem conjuntos completos ou parciais de restos humanos na casa de Gerlach e em um depósito. Promotores afirmam que parte do material pode ter mais de 200 anos e que, em um dos casos, foi encontrado um corpo ainda com um marcapasso implantado.

Promotor disse que caso parecia "um filme de terror que se tornou realidade". Tanner Rouse afirmou que a situação é "verdadeiramente horrível".

Uma das suspeitas envolve a invasão do mausoléu da família Prichard, construído no início do século 20. Parentes acompanharam a audiência e disseram que pretendem continuar indo ao tribunal nas próximas etapas do processo.

Judy Prichard McCleary afirmou que a ideia do crime a revolta. "Só de pensar que alguém pudesse fazer isso me causa repulsa, me embrulha o estômago", disse ela em entrevista à WTXF.

Ela também citou preocupação com a possibilidade de comércio ilegal de partes do corpo. "Poder vender partes do corpo na internet me choca, e eu acho que isso precisa parar", declarou à Fox 29.

McCleary também disse que, mesmo acreditando que os parentes não estavam mais ali, a violação é um desrespeito. "Eu acredito na vida após a morte; não acho que meus parentes estivessem ali, acho que as almas deles estão no céu, mas ainda assim é perturbador -quando você morre e é enterrado, deveria ser deixado em paz", afirmou à Fox 29.

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