A morte do adolescente Micael Leandro da Silva, de 15 anos, gerou protestos por justiça em sua memória, após ele ser baleado no Pontal da Barra, logo após um torneio de futebol. A manifestação, realizada por familiares e amigos, destaca a busca por respostas em um crime que ainda não teve seus responsáveis identificados.
Micael, que sonhava em ser jogador profissional, não tinha envolvimento com atividades ilícitas, segundo sua família, e foi alvo de um ataque que não o tinha como alvo principal. A Polícia Civil já ouviu mais de seis testemunhas e confirmou que o jovem não estava envolvido em crimes.
As investigações continuam em andamento, com a polícia realizando diligências para esclarecer o caso, mas até o momento, os suspeitos não foram identificados ou presos. A família entregou o celular de Micael à polícia para auxiliar nas apurações, enquanto clubes de futebol prestaram solidariedade e cobraram justiça.
Dez dias depois da morte de Micael Leandro da Silva, jovem alagoano jogador de futebol, a dor da família e dos amigos ainda divide espaço com uma pergunta que permanece sem resposta: quem matou o adolescente de 15 anos?
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Na noite desta segunda-feira (10), familiares e amigos saíram às ruas para pedir justiça pelo jovem, que sonhava em seguir carreira e já atuava fora do estado de Alagoas. Com cartazes nas mãos destacando as frases: “Ele só queria jogar bola” e “Justiça por Micael Leandro”, eles fecharam parte da Rua Micael Paranho, no Jacintinho, e transformaram a saudade em cobrança.
O protesto aconteceu dez dias após Micael ser baleado no Pontal da Barra, logo depois de participar de um torneio de futebol. Para quem convivia com o adolescente, a manifestação foi uma forma de manter viva a memória do garoto enquanto a família espera por respostas sobre o crime.
Em entrevista ao Balanço Geral, da TV Pajuçara/RECORD, amigos e familiares reforçaram que esperam que o assassinato não fique sem resposta. “Até termos resultados estaremos aqui. É tudo pelo nosso amigo Micael”, afirmou Roni Victor Calado, amigo do adolescente.
A irmã de Micael, Maraisa Cândido, participou da manifestação representando a família. Segundo ela, o adolescente não tinha envolvimento com atividades ilícitas. “Meu irmão não era envolvido com nada. Era diferente dos adolescentes da mesma idade. Os amigos são pessoas de coração puro, assim como ele. Só queremos justiça", declarou.
Maraisa também disse que os pais do adolescente não participaram do protesto devido à dor provocada pela perda do filho.
Sobre a investigação
Mais de seis pessoas já foram ouvidas no inquérito que investiga a morte de Micael. A família também entregou o celular do adolescente à polícia para auxiliar nas investigações.
Entre os depoimentos estão os de testemunhas que presenciaram o crime e de pessoas que conheciam o jogador. A Polícia Civil confirmou que o adolescente não era o alvo dos criminosos. E não há qualquer indício de envolvimento do adolescente com atividades crimosas.
Até o momento, os suspeitos não foram identificados ou presos.
Em resposta à reportagem, a Polícia Civil de Alagoas informou que as investigações continuam em andamento, com equipes realizando diligências para esclarecer o caso. A corporação afirmou ainda que novas informações não podem ser divulgadas neste momento para não comprometer o andamento da investigação.
O caso
O adolescente foi morto a tiros no dia 1º de agosto, no bairro Pontal da Barra, logo após participar de um torneio de futebol. Segundo a Polícia Militar, dois homens de roupa preta e encapuzados se aproximaram do grupo em que Micael estava e efetuaram disparos.
O jovem foi atingido no rosto, socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.
Os suspeitos empreederam fuga em direção a Marechal Deodoro.
Quem era Micael

Micael Leandro da Silva tinha 15 anos e integrava a categoria Sub-15 do CSA. O adolescente também teve passagem pelas categorias de base do São Paulo, onde atuou pelas equipes Sub-14 e Sub-15.
Em janeiro deste ano, Micael participou da conquista da Copa Fictor Sub-15 de 2026 pelo São Paulo.
Antes de chegar ao clube paulista, o jogador também passou pelo Retrô, de Pernambuco. Segundo informações repassadas pelo pai do adolescente, Marcos Antônio Leandro, a transferência para o São Paulo envolveu uma negociação de R$ 100 mil.
CSA, Retrô e São Paulo emitiram notas após a morte do jogador e prestaram solidariedade à família e aos amigos. Os clubes também cobraram a apuração do crime.
Micael alimentava o sonho de se tornar jogador profissional e dava os primeiros passos na carreira. No CSA, conquistou títulos no futsal e no futebol de campo.
Informações que possam ajudar na identificação dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima e sigilosa pelo Disque-Denúncia, no número 181.
* Estagiária sob supervisão
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