Política

Quem não quer a Dilma não defende Temer, diz líder do Psol

15/04/16 - 10h54 - Atualizado em 15/04/16 - 10h58

O líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), denunciou a existência de uma operação em curso no País para substituir a presidente Dilma Rousseff por seu vice, Michel Temer.

Segundo ele, no entanto, a população brasileira não quer um vice que também assinou as pedaladas fiscais. “Quem saiu para as ruas para dizer ‘fora, Dilma’, não vai para a rua defender o Temer”, afirmou Valente na sessão plenária que discute a abertura do processo de impeachment de Dilma.

Na avaliação do líder, não há crime de reponsabilidade, mas uma questão contábil, inclusive aprovada pelo Congresso. “Todo o debate que fizemos aqui na Comissão do Impeachment era de que a presidente da República precisa ser cassada por crime de responsabilidade, e a acusação é de pedalada fiscal. O defensor [o jurista Miguel Reale Junior] colocou que houve isenções. Houve R$ 120 bilhões de isenções fiscais para grandes empresas, para monopólios. Votaram a favor os governistas e a oposição de direita. O único contrário às desonerações foi o Psol. Então, isso que eles estão dizendo que é o descalabro econômico foi praticado pelo conjunto desta Casa”, criticou.

Ivan Valente criticou ainda a condução do processo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que estaria comandando uma farsa. “E pior: ele está livre, leve e, principalmente, solto.”

Todos os líderes de partidos representados na Câmara têm direito de falar no Plenário, seguindo a ordem da maior para a menor bancada. Serão realizadas sessões sucessivas até que todos eles tenham concluído as suas falas, entrando pela madrugada de sábado.