Alagoas

Ranking mostra as cidades onde os alagoanos respeitam mais o isolamento social

TNH1 com Agência Alagoas | 16/04/20 - 08h05 - Atualizado em 16/04/20 - 09h25

O Governo do Estado mostrou nessa quarta-feira, 15, quais as cidades que apresentaram o maior e o menor índice de distanciamento social, recomendado pela Organização Mundial de Saúde para combater o crescimento do coronavírus. 

Segundo o boletim dessa quarta-feira, divulgado pela Sesau, o estado tem 83 casos confirmados da covid-19, e 5 mortos. Desses 3 casos confirmados, 76 residem no Estado, sendo 67 em Maceió e nove no interior, uma vez que Porto Real do Colégio, Palmeira dos Índios, Satuba e Boca da Mata têm um caso cada um, seguidos por Rio Largo com dois e Marechal Deodoro com três. As outras sete pessoas que testaram positivo para a Covid-19 em Alagoas, residem no Rio de Janeiro (2), em Brasília (2) e em São Paulo (3).

Os dados apurados no dia 14 de abril revelarm que o município de Satuba, na região metropolitana de Maceió, teve o melhor indicativo, com 66,2% de isolamento. A cidade alagoana que menos respeitou a orientação dos órgãos de saúde foi Ouro Branco, no Alto Sertão, com apenas 41,3% de pessoas.

Além de Satuba, outras cidades aparecem no infográfico com bons índices de isolamento. É o caso de Igreja Nova, Limoeiro de Anadia, Jequiá da Praia, Jundiá, Estrela de Alagoas, Água Branca, Feira Grande, Rio Largo e Pindoba. Todas com mais de 57% de adesão da população.

Já os municípios de Porto Calvo, Arapiraca, Olho D'Água das Flores, Mar Vermelho, Santana do Ipanema, Boca da Mata, Pão de Açúcar, União dos Palmares e Palmeira dos Índios estão com o indicativo inferior a 46%. 

Confira o infográfico:

Médicos alertam que relaxar isolamento pode provocar aumento exponencial da covid-19

O presidente da Sociedade de Medicina de Alagoas, Fernando Gomes, e o oncologista Marcos Davi alertam que se a população negligenciar o isolamento social em Alagoas, o número de casos de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, vai crescer exponencialmente e provocar o colapso do sistema hospitalar. Para os médicos, o distanciamento permanece como a única e a mais eficaz estratégia para barrar o avanço da doença.

“Se houver relaxamento para menos de 70% da população, teremos colapso no sistema de saúde rapidamente, uma terrível calamidade pública”, alertou o médico Marcos Davi.