Rendimento do trabalhador alagoano acumula crescimento de 42% em três anos

Publicado em 08/05/2026, às 12h39
Rendimento médio da população alagoana registrou avanço de 172,1% desde o início da série - Foto: Pei Fon/Agência Alagoas
Rendimento médio da população alagoana registrou avanço de 172,1% desde o início da série - Foto: Pei Fon/Agência Alagoas

Por Agência Alagoas

O rendimento médio mensal do trabalhador em Alagoas cresceu 42% entre 2022 e 2025, passando de R$ 1.783 para R$ 2.531, superando estados como Bahia e Maranhão, o que reflete uma recuperação econômica pós-pandemia.

A pesquisa do IBGE revela que, desde 2012, a renda média mensal aumentou 172,1%, impulsionada por investimentos do governo em setores estratégicos, resultando na menor taxa de desemprego da história do estado.

Em 2025, Alagoas atraiu 20 novas empresas, gerando 16.818 vagas de trabalho com carteira assinada, com destaque para o setor de serviços, que criou 11.296 postos, enquanto 41,7% dos domicílios recebem algum benefício social do governo.

Resumo gerado por IA

O rendimento médio mensal do trabalhador alagoano registrou um crescimento de 42% em três anos – medidos entre 2022 e 2025 –, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, nesse período a renda média mensal da população alagoana saltou de R$ 1.783 para R$ 2.531. Para efeito de cálculo, o IBGE considera os rendimentos de todos os trabalhos, não incluindo os rendimentos oriundos de programa social do governo, como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada), entre outros.

A pesquisa do IBGE mostra que no ano passado o rendimento médio da população alagoana ficou acima de estados como Bahia, que apresentou renda de R$ 2.284, Maranhão (R$ 2.228) e Ceará (R$ 2.394). Na região, o Rio Grande do Norte registrou a maior média mensal, com R$ 3.003. Já a Bahia aparece em último.

Somente na passagem de 2024 para 2025, a alta do rendimento médio mensal foi de 5,8%, mantendo a trajetória de recuperação observada após a pandemia. No ano passado, o rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos no estado ficou acima da média regional, de R$ 2.475.

Quando considerada a série histórica, iniciada pelo IBGE em 2012, o rendimento médio mensal de todas as fontes de trabalho da população alagoana registrou um avanço de 172,1%, saltando de R$ 930 para R$ 2.531 nesse período.

O Governo de Alagoas explica que o avanço no rendimento médio mensal do trabalhador alagoano é consequência dos investimentos do Estado em áreas estratégicas da economia, o que culminou com a menor taxa de desemprego da história, segundo levantamento do IBGE.

“Em 2025, o elevado nível de investimentos colocou Alagoas nas primeiras posições entre todos os estados do Brasil, aplicando cerca de R$ 2,5 bilhões em obras estruturantes para o desenvolvimento estadual. É trabalho que gera mais trabalho, que gera mais negócios, que gera mais empregos”, destacou o governador Paulo Dantas.

“Os números comprovam: só neste último ano tivemos a atração de 20 novas empresas, que injetaram mais de R$ 859 milhões na economia local. Os empregos também cresceram em 3,6%. Registramos a menor taxa de desemprego da nossa história”, acrescentou.

O governador se baseia nos dados do novo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que aponta a geração de 16.818 novas vagas de trabalho com carteira assinada no estado, no ano passado.

Em 2025, a abertura de postos formais de emprego foi liderada pelo setor de serviços, responsável pela criação de 11.296 vagas. O comércio aparece em seguida, com 3.056 postos. A construção ocupa o terceiro lugar com 2.479 vagas.

Todas as fontes

A Pnad Continua divulgada nesta sexta-feira também analisa o rendimento médio mensal do trabalhador alagoano de todas as fontes. Nesse quesito, além da renda de todos os trabalhos, estão incluídos os benefícios sociais de programas como Bolsa Família e BCP.

Nessa base de comparação, o rendimento médio mensal real da população chegou a R$ 2.281 em Alagoas, com alta de 5,7% em relação a 2024. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, o avanço foi de 70,9%, enquanto frente a 2012, início da série histórica, o crescimento alcançou 163,1%.

O IBGE explica que a diferença entre o rendimento de todos os trabalhos (R$ 2.531) e a renda de todas as fontes (R$ 2.281) diferem porque, em geral, o benefício médio de programas sociais é menor do que os salários pagos no Estado.

Em 2025, informa o órgão, estado de Alagoas tinha 41,7% dos domicílios com algum beneficiário de programa social do governo, como Bolsa Família, BPC-LOAS ou outros benefícios sociais. O percentual colocou o estado na 4ª posição nacional, atrás apenas de Pará (46,1%), Maranhão (45,6%) e Piauí (45,3%).

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