Análises feitas até 2025 em nove estados brasileiros e na Região Metropolitana de São Paulo, com possibilidades de aplicação em outros países sul-americanos, indicam que a indústria pode ampliar a segurança hídrica e reduzir a pressão sobre os mananciais com o uso de efluentes tratados como fonte alternativa de água.
Estudo nesse sentido foi apresentado no 7º Congresso de Engenharia das Alagoas, em Maceió, por Mário Cardoso, gerente de Recursos Naturais da Confederação Nacional da Indústria, e Júlio Zorzal, diretor de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
O trabalho consolida uma pesquisa iniciada em 2017 em parceria com o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água da Universidade de São Paulo, com uma prática simples: "em vez de lançar o esgoto tratado em um corpo d’água e posteriormente retirar água desse mesmo manancial para abastecer uma indústria, o efluente pode receber tratamento adicional e ser direcionado diretamente ao processo produtivo", como explica o pprtal "Investindo Por Aí".
Em Alagoas, uma das regiões citadas é a dos Tabuleiros do Sul, que reúne municípios como Teotônio Vilela, Coruripe e São Miguel dos Campos, há também projeto do Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro, que propõe utilizar água proveniente de uma futura estação de tratamento de esgoto em Pilar para atender demandas não potáveis.
Ainda estão sendo realizados projetos e estudos complementares, além de tentado financiamento, para a implantação do projeto.