O vereador Rui Palmeira (PSD) conseguiu liminar na justiça suspendendo decisão da Câmara Municipal de Maceió que rejeitou suas contas de quando foi prefeito da cidade, referentes ao exercício de 2019, porque foram reconhecidos indícios de irregularidades no processo legislativo, inclusive falta de quórum qualificado exigido pelo Regimento Interno.
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Para que as contas fossem rejeitadas, seriam necessários 18 votos favoráveis, porém a votação registrou apenas 13 votos na primeira discussão e 14 na segunda e, por conta disso, foram suspensos os efeitos da decisão do plenário atéo julgamento definitivo da ação.
Segundo o vereador e ex-prefeito, essa decisão desarticula uma manobra política do então prefeito João Henrique Caldas (PSDB), seu sucessor, para retaliá-lo após a descoberta e a denúncia, feita por Rui, da aplicação de R$ 117 milhões do IPREV em letras podres do Banco Master, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
“Desde o primeiro momento tive a convicção de que a verdade prevaleceria. Tentaram me intimidar e impedir que eu continuasse denunciando irregularidades. A Justiça reconheceu que havia vícios graves nesse processo. JHC não conseguiu me calar e não vai conseguir jamais. Vou continuar exercendo meu mandato com independência, fiscalizando e denunciando tudo aquilo que for contra o interesse da população”, argumenta.
Para Rui Palmeira, pré-cndidato a deptadonfederal, depois da denúncia contra JHC pelo caso do IPREV ele passou a ser vítima de uma perseguição política com o objetivo de desgastar sua imagem e impedir que continuasse fiscalizando a administração municipal.
O vereador alega, ainda, que JHC teria atuado diretamente para viabilizar a rejeição das contas e pressionado os vereadores pela aprovação da medida, que agora teve seus efeitos suspensos pela Justiça diante de indícios de vícios e inconsistências.
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