Clarícia Nazaré Oliveira da Silva, de 18 anos, e Jaqueline Ferreira da Silva, de 21, foram assassinadas em São Miguel dos Milagres, Alagoas, supostamente por membros da facção Comando Vermelho, após terem sido expulsas por denúncias contra o tráfico de drogas na região.
Os corpos das jovens foram encontrados em locais distintos, com Clarícia sendo morta a tiros e Jaqueline apresentando sinais de asfixia, evidenciando a brutalidade do crime e a impunidade que cerca o tráfico local.
A Polícia Civil solicita a ajuda da população para esclarecer os homicídios, mas a colaboração é limitada devido ao medo dos traficantes, com denúncias anônimas sendo incentivadas através do Disque-Denúncia.
Clarícia Nazaré Oliveira da Silva, de 18 anos, e Jaqueline Ferreira da Silva, de 21, as amigas que foram mortas nesse último fim de semana em São Miguel dos Milagres, Litoral Norte de Alagoas, teriam sido executadas por integrantes da facção Comando Vermelho que dominam o tráfico de drogas na cidade. A suspeita foi de que, anteriormente, elas haviam sido penalizadas pelo grupo e expulsas do município, após supostas denúncias contra o traficantes, mas resolveram retornar sem a "autorização" do bando.
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Os corpos das duas jovens foram encontrados em regiões diferentes de São Miguel dos Milagres, no último sábado (26). Clarícia foi assassinada na madrugada, ao ser atingida por ao menos cinco tiros. Já Jaqueline foi encontrada na Praia do Toque, horas depois, próximo a uma barraca. O cadáver apresentou sinais de asfixia, pelas marcas de ferimentos no pescoço da vítima. Nenhum suspeito foi preso.
"Exílio" das jovens
Segundo informações apuradas pelo TNH1, Clarícia e Jaqueline foram expulsas de São Miguel dos Milagres depois de ordem das lideranças do tráfico de drogas. Os faccionados teriam descoberto uma traição das amigas, que estariam a denunciar os passos do grupo criminoso.
Após passar um tempo fora da cidade, as jovens decidiram voltar sem o conhecimento dos traficantes. Recentemente, as amigas teriam ido para São Paulo, mas não se sabe se foi o estado escolhido por elas para passar o "exílio".
De acordo com denúncias anônimas, Clarícia era irmã de um traficante suspeito de diversos homicídios na cidade do Litoral Norte alagoano. Mas nem o grau de parentesco a livrou da execução.
População pode ajudar no caso
A Polícia Civil pede a colaboração da população para o esclarecimento dos dois casos. Informações que ajudem a esclarecer a ligação entre os homicídios podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, de número 181.
Devido ao medo dos traficantes da área, os moradores e familiares das vítimas não quiseram prestar depoimento.
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