'Serial killer de Maceió' mantinha fotos de garotas de programa em lista de possíveis alvos, diz promotor

Publicado em 22/10/2026, às 13h19
Foto: Rerpdoução/MP-AL
Foto: Rerpdoução/MP-AL

Por Redação

Albino Santos de Lima, conhecido como o 'serial killer de Maceió', enfrenta seu 10º julgamento pelo Tribunal do Júri, acusado de duplo homicídio, com evidências de uma lista de possíveis alvos em seu celular, incluindo fotos de garotas de programa.

O promotor Antônio Vilas Boas apresentou provas que indicam que Albino seguia suas vítimas e criticou a defesa que alega problemas psiquiátricos, afirmando que os laudos contradizem essa alegação.

Albino já acumula nove condenações, totalizando mais de 234 anos de prisão, e o novo julgamento ocorre duas semanas após uma condenação adicional de 30 anos pelo assassinato de uma jovem em Maceió.

Resumo gerado por IA

Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer de Maceió”, mantinha fotos de garotas de programa em uma lista de possíveis alvos, segundo informações apresentadas pelo Ministério Público de Alagoas. Ele enfrenta nesta quinta-feira, 22, o 10º julgamento pelo Tribunal do Júri desde que foi preso, em 2024.

Durante o julgamento pelo duplo homicídio de Débora Vitória Silva dos Santos e John Lenno Santos Ferreira, o promotor responsável pelo caso, Antônio Vilas Boas, apresentou ao Conselho de Sentença fotos de garotas de programa encontradas em uma lista no celular de Albino.

"Ele seguia suas vítimas, sabia de suas vidas nas redes sociais. O que nao foi o caso desse casal que congregava na mesma igreja. Além de matar, noutro dia, por prazer, fazia selfie no cemitério. Tudo isto que estou mostrando foi encontrado no celular dele", cita o promotor.

Ainda durante o julgamento, o promotor criticou a defesa de Albino, que alega que o réu sofre de problemas psiquiátricos.

"A defesa vai chegar aqui de novo pra dizer que ele tem problemas psicológicos, psiquiátricos, mas os laudos dizem o contrário, ele sabia muito bem o que fazia com suas vítimas", completou.

Já sobre o duplo homicídio, a acusação cita a contradição do réu ao negar os crimes.

"Aqui ele vomita vários crimes cometidos, porém nega as mortes de John Lenno e Débora. Diz que não sabe afirmar quem foi, nega como fez hoje. Quer atribuir o crime ao fato de John Lenno, segundo ele, ter comprado uma moto roubada". Diz o promotor mostrando o documento ao Conselho de Sentença. Ele afirma que estava em casa, que não cometeu o crime. Ora, se é inocente, por que não apresenta a prova? Ele nunca trouxe nenhuma testemunha em sua defesa. O réu disse que a polícia atribuiu os crimes a ele, porque tudo que ocorria na área do Vergel e da Ponta Grossa costumava dizer que era ele", explicou.

10º julgamento

Albino já foi condenado nove vezes por crimes cometidos em Maceió. As penas somadas chegam a 234 anos, dois meses e 13 dias de prisão.

O novo julgamento ocorre duas semanas após a última condenação. No dia 7 de outubro, Albino recebeu mais 30 anos de reclusão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, de 21 anos, cometido no Vergel do Lago.

Com o novo júri, o réu chega ao 10º julgamento por homicídios atribuídos a ele na capital alagoana.

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