Alagoas

Sinpoal defende atuação de peritos no caso Márcia Rodrigues e reforça tese de suicídio

01/02/17 - 08h11 - Atualizado em 01/02/17 - 08h23

O sindicato dos Peritos Oficiais de Alagoas (Sinpoal) recebeu com muita surpresa e preocupação a contestação da família da jornalista Márcia Rodrigues, que durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (31), afirmou que acredita haver muitas brechas entre o resultado final do trabalho pericial e o que de fato ocorreu, colocando em dúvida o trabalho realizado pelos peritos que assumiram o caso. Em decorrência disso, o advogado da família não descartou a possibilidade de contratação de um assistente técnico para reavaliar o incidente.

A morte de Márcia teve grande repercussão já que ela morreu na residência de seu pai, o delegado federal Milton Omena Farias. No dia em que seria divulgado o resultado da apuração feita por uma equipe formada por delegados, agentes da polícia civil e peritos criminais, o filho da vítima matou o avô, alegando que ele era o responsável pela morte da mãe.

De acordo com o presidente do Sinpoal, Paulo Rogério Ferreira, é importante lembrar que não há vínculo da Pericia Oficial com nenhum outro órgão, justamente para buscar a imparcialidade. “Os resultados apresentados foram resultado de um levantamento minucioso feito na cena do crime e serão usados tanto pela acusação quanto pela defesa”, assegurou Paulo Rogério.

Ainda segundo o presidente do Sinpoal, a história da Pericia Oficial em Alagoas garante que os profissionais que atuam diariamente no órgão estão capacitados técnica e cientificamente, conforme prevê a lei federal 12.030 que estabelece normas gerais para as perícias oficiais de natureza criminal.

“Entendemos que a família está passando por um momento muito difícil e lamentamos a tragédia, mas ressaltamos que todo um levantamento pericial é realizado com base em provas e vestígios de ordem técnico-científica, para que não fiquem lacunas sem respostas”, concluiu.