Sobe para 1.719 o número de mortos na Venezuela após terremotos

Publicado em 29/06/2026, às 16h33
Sobe para 1.719 o número de mortos na Venezuela após terremotos - Folhapress / Folhapress
Sobe para 1.719 o número de mortos na Venezuela após terremotos - Folhapress / Folhapress

Por Folhapress

O número de mortes confirmadas nos terremotos gêmeos que atingiram a Venezuela em 24 de outubro subiu para 1.719, com mais de 5.000 feridos e 15.866 desabrigados, segundo autoridades locais.

As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas, e 609 réplicas dos tremores foram registradas, aumentando a preocupação entre os moradores e indicando que o número de vítimas pode crescer.

Equipes internacionais de resgate estão atuando, com 24 países enviando apoio, incluindo suprimentos e profissionais, mas muitas áreas devastadas ainda não receberam assistência adequada, levando comunidades locais a se organizarem para ajudar os afetados.

Resumo gerado por IA

Autoridades da Venezuela anunciaram nesta segunda-feira (29) que aumentou para 1.719 o número de mortes confirmadas nos terremotos gêmeos que atingiram o país no último dia 24. Ao menos 5.034 pessoas ficaram feridas, e 15.866 ficaram desabrigadas, de acordo com o regime.

As informações foram transmitidas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez, e nome forte do chavismo.

As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas, o que indica que o número de vítimas deve aumentar à medida que as equipes de resgate avançam com as operações.

Desde os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com alguns segundos de diferença, foram contabilizadas 609 réplicas, ainda segundo Jorge Rodríguez. A mais forte ocorreu às 7h01 desta segunda, com magnitude 4,2. Apesar de provocar apreensão entre os moradores, ele afirmou que o abalo não causou mais danos.

O balanço oficial mais recente aponta ainda que pelo menos 855 edifícios sofreram danos, sobretudo no estado de La Guaira e em Caracas. Desse total, ao menos 189 desabaram.

Algumas das áreas mais devastadas ainda não receberam ajuda das equipes federais para as operações de resgate, segundo moradores de algumas das cidades mais atingidas mencionados pela agência Reuters.

Em El Junquito, região montanhosa localizada a cerca de 33 quilômetros a oeste de Caracas, moradores afirmam que a presença de autoridades tem sido limitada. Enquanto isso, comunidades locais se organizaram para distribuir alimentos e itens básicos.

"Estamos esperando respostas, a remoção dos escombros, inspeções e ajuda para as pessoas que realmente foram afetadas", disse a manicure Keily Ibarra, 33, que lidera as reivindicações da comunidade junto às autoridades. Ela pediu que o regime faça "o que precisa ser feito".

O centro comercial de El Junquito foi destruído pelos terremotos. Ainda segundo a Reuters, vários edifícios desabaram na região. Sem condições de voltar para casa, parte dos moradores montou barracas em um campo aberto.

"Não sabemos para onde vamos nem quanto tempo teremos de ficar aqui", afirmou Tony Abreu, dono de uma loja de doces. Desde os terremotos, ele vive em uma barraca porque sua casa e seu comércio foram considerados inseguros.

Enquanto diversas equipes internacionais de resgate e ajuda humanitária chegaram ao país, a maior parte dos esforços tem se concentrado no estado de La Guaira, a região mais atingida pelos terremotos.

Segundo as autoridades venezuelanas, 24 países enviaram apoio ao país, incluindo mais de 500 toneladas de suprimentos, cerca de 2.700 profissionais de resgate e assistência e aproximadamente 86 equipes de cães farejadores.

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