Sobe para 2.645 o número de mortes confirmadas em terremotos na Venezuela

Publicado em 03/07/2026, às 17h40
Sobe para 2.645 o número de mortes confirmadas em terremotos na Venezuela - Folhapress / Folhapress
Sobe para 2.645 o número de mortes confirmadas em terremotos na Venezuela - Folhapress / Folhapress

Por Folhapress

Após os terremotos que atingiram a Venezuela, o número de mortes confirmadas subiu para 2.645, com mais de 12 mil feridos e milhares desalojados, evidenciando a gravidade da tragédia.

A resposta do governo tem sido criticada por sua lentidão, enquanto a ONU já previa que quase 8 milhões de venezuelanos precisavam de ajuda humanitária antes do desastre, o que agrava a crise existente.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU solicitou US$ 50 milhões para assistência a 500 mil pessoas, e 27 países enviaram equipes de resgate, com prejuízos estimados em US$ 6,7 bilhões, representando 6% do PIB da Venezuela.

Resumo gerado por IA

Nove dias após os terremotos gêmeos que devastaram regiões na Venezuela, o regime do país informou nesta sexta-feira (3) que o número de mortes confirmadas em decorrência dos sismos aumentou para 2.645. Ainda segundo as autoridades, mais de 12 mil pessoas ficaram feridas, e outras milhares estão desalojadas.

Na véspera, a líder interina do país, Delcy Rodríguez, afirmou que tinham sido contabilizados 2.595 mortos. O novo levantamento, portanto, registra um acréscimo de 50 mortes confirmadas em um dia.

Parte dos venezuelanos critica a resposta do regime, considerada lenta e insuficiente. Delcy, por sua vez, vem defendendo a atuação das autoridades e afirma que as operações de busca e resgate continuam em andamento. Ela rebateu críticas à resposta à catástrofe e acusou, sem apresentar provas, "laboratórios midiáticos" de tentar dificultar o trabalho das equipes de emergência.

Mais de uma semana após os terremotos, ainda há esperança pelo resgate de sobreviventes. Na quinta-feira (2), Hernán Gil, 43, foi retirado dos escombros por equipes nacionais e internacionais de resgate. Ele era vigilante do prédio comercial e ficou preso nos escombros da guarita na região de La Guaira. Nesta sexta, não houve notícias relacionadas ao resgate de pessoas com vida.

O estado mais afetado é La Guaira, próximo à capital Caracas, onde têm se concentrado os esforços de resgate de sobreviventes e retirada de corpos. Participam das buscas equipes locais e de vários países.

Na segunda (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela disse que o órgão estava comprando 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres, o que indica que o número de mortes deverá crescer.

Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos da ONU pediu à comunidade internacional US$ 50 milhões (R$ 260 milhões) para prestar assistência a cerca de 500 mil pessoas pelos próximos três meses.

Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já era severa. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos precisavam de algum tipo de ajuda humanitária.

Além da necessidade urgente de alimentos e abrigo, cresce a preocupação com o risco de epidemias. A Organização Mundial da Saúde alertou para a "pressão extrema" sobre o sistema de saúde venezuelano e para a possibilidade de surtos de doenças virais e infecciosas.

Segundo a ONU, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar nas buscas por sobreviventes entre os escombros. A organização calcula ainda que os prejuízos provocados pelos terremotos alcancem US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 34,8 bilhões), o equivalente a 6% do PIB da Venezuela.

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