Ex-governador de Minas Gerais ganhou engajamento nas redes sociais com a estratégia de enfrentar os ministros do STF por causa do Caso Master.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e especialente o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) já têm motivos de preocupação.
A análise é da jornalista Raquel Landim:
"O bolsonarismo acendeu o sinal amarelo para o risco de Romeu Zema (Novo) crescer nas pesquisas de intenção de voto à Presidência da República e tirar votos de Flávio Bolsonar (PL-RJ).
Com a estratégia de enfrentar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do caso Master, o ex-governador mineiro ganhou engajamento nas redes sociais.
E está aí um termômetro que o bolsonarismo é muito sensível.
Quem soltou o alerta foi ex-vereador Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, que, nesta segunda-feira, 27, publicou uma postagem nas redes sociais, dizendo que o irmão estava 'mordendo a isca com mais facilidade que um lambari em anzol de mosquito' e que o 'peixe estava engordando malandramente'.
A postagem veio acompanhada de uma foto de Zema.
O perigo mais concreto vislumbrado pelo pré-candidato ao Senado por Santa Catarina é o mineiro crescer o suficiente para dividir a direita, retirando assim uma possibilidade ainda que remota de Flávio ganhar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro turno.
'Precisamos unir a direita e vencer no primeiro turno. Esses são os fatos. Vamos! Vamos! Vamos!', escreveu.
O risco menos provável é Zema se consolidar como uma terceira via.
Por trás do embate do momento está uma briga arraigada na pré-campanha de Flávio entre bolsonaristas e moderados. Até agora, o senador tem seguido à risca os conselhos do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Marinho desenhou a estratégia de um 'Bolsonaro moderado' que se vacinou, que ouve a esposa – e, portanto, tenta algum diálogo com o eleitorado feminino – e que se aproxima dos partidos do Centrão.
O senador está, inclusive, preocupado com os efeitos nocivos que um apoio direto de Donald Trump possa provocar na campanha, já que foi na defesa do nacionalismo que o presidente Lula mais ganhou espaço.
O bolsonarismo defende o contrário disso. Levam os valores conservadores ao extremo, querem levantar a bandeira da corrupção do caso Master, o que incomoda demais o Centrão, e buscam uma interferência de Trump. Em resumo, acham que Flávio está ficando sem identidade.
Abatido e isolado em casa por ordem do ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que poderia fazer o pêndulo ir para o lado do bolsonarismo, não está conseguindo opinar. Até agora, Flávio tem as rédeas da campanha e Carlos e Eduardo só conseguem reclamar.
Se a estratégia de Zema contra o STF surtir efeitos e ele começar a ganhar pontos nas pesquisas, as coisas podem mudar."
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