Alagoas

Suspeito de 'comprar' bebê é impedido de embarcar no aeroporto de Maceió

Eberth Lins | 20/02/19 - 11h26 - Atualizado em 20/02/19 - 11h26

Um homem foi impedido de viajar para São Paulo levando uma criança de apenas três dias de vida, que alegou ser sua filha, sem a companhia da mãe. O caso foi registrado na noite da segunda-feira (18), no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Rio Largo, e levantou a suspeita das autoridades para a possibilidade de a criança ter sido vendida.

O Conselho Tutelar de Rio Largo foi acionado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e encaminhou a criança para uma unidade de acolhimento.

“O homem esteve por duas horas andando no aeroporto e tentava embarcar com a criança, quando desconfiaram e nos chamaram. Quando chegamos lá, agentes do posto da Polícia Civil que fica no aeroporto já estavam atuando no caso e nós seguimos com os procedimentos cabíveis”, relatou o conselheiro tutelar de Rio Largo, Anderson Henrique Santos de Araújo.

De acordo com o conselheiro, o homem foi identificado como Marcelo Cardoso e portava a certidão de nascimento original, que o identificava como pai da criança.

“A informação que temos é de que a mãe da criança deu a declaração de nascido vivo para que ele a registrasse como sendo pai. Ele também tinha em mãos uma declaração médica atestando que a criança podia viajar. Essa, no entanto, era falsa”, disse o conselheiro, acrescentando que o caso ainda carece de explicações. “A polícia precisa investigar essa situação, tem muita coisa ainda para ser revelada”, afirmou.

Nascida em uma maternidade particular do município Penedo, a criança, uma menina, é filha de uma mulher moradora de Piaçabuçu, cidade vizinha. Marcelo Cardoso, que segundo o conselheiro não seria pai da menina, teria conseguido embarcar para São Paulo sozinho na madrugada da terça-feira (19).

A mãe da menina, segundo o Conselho Tutelar de Rio Largo, foi ouvida na Delegacia Regional de Penedo e teria confessado haver uma transação financeira. “Ela deixou escapar que tinha passado o número da conta de uma prima, mas não informou o valor que seria recebido”, disse o conselheiro.

Os conselhos tutelares de Penedo e Piaçabuçu também foram acionados. O TNH1 tentou falar com delegado responsável pelo caso, Gustavo Xavier, mas não conseguiu contato.