O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de habeas corpus do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, que ocorreu em fevereiro. Geraldo está preso preventivamente desde março e contesta as acusações, alegando que a esposa cometeu suicídio.
Gisele foi baleada na cabeça em seu apartamento, e a investigação inicial considerou suicídio, mas evidências periciais, como lesões em seu corpo, levaram a uma reavaliação do caso para homicídio. O tenente-coronel também é acusado de fraude processual por interferir na cena do crime.
Durante um interrogatório de mais de oito horas, Geraldo negou as acusações e criticou a vestimenta da esposa, gerando pedidos de apuração por parte do Ministério Público. A Justiça agora deve decidir se o caso irá a júri popular após a análise das manifestações das partes.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. A informação foi confirmada pelo tribunal à TV Globo.
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O oficial está preso preventivamente desde 18 de março e responde por feminicídio e fraude processual. A defesa sustenta que Gisele morreu por suicídio, versão contestada pelas investigações e por laudos periciais.
Em 5 de outubro, Geraldo foi interrogado pela Justiça por mais de oito horas. Durante o depoimento, voltou a negar ter matado a esposa e afirmou estar preso injustamente por um crime que diz não ter cometido.
Oficial criticou roupa da esposa durante interrogatório
Durante o interrogatório, o tenente-coronel criticou a roupa da esposa e ofendeu os pais dela e testemunhas. O Ministério Público pediu a apuração das declarações.
Ao longo do depoimento, Geraldo também apresentou sua versão sobre o relacionamento e sobre a morte da policial. Ele afirmou que tentava se separar da esposa e contestou elementos da investigação.
Investigação aponta suspeita de feminicídio
Gisele foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no Brás, região central de São Paulo. Ela foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas morreu no mesmo dia.
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. Posteriormente, a investigação passou a considerar a hipótese de homicídio. Exames periciais identificaram lesões no rosto e no pescoço da policial, e laudos complementares apontaram que ela não poderia ter efetuado o disparo contra a própria cabeça.
Além do feminicídio, Geraldo responde por fraude processual. Segundo a investigação, ele teria interferido na cena do crime e no andamento do caso.
Após a conclusão dos interrogatórios, a Justiça deverá analisar as manifestações das partes e decidir se o tenente-coronel será levado a júri popular.
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