Trabalhadores da Casal fazem nova paralisação e denunciam condições nos serviços

Publicado em 07/07/2026, às 11h03
Trabalhadores da Casal iniciaram hoje (7) uma paralisão - Urbanitários
Trabalhadores da Casal iniciaram hoje (7) uma paralisão - Urbanitários

Por Joyce Maia*

Trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas iniciaram uma paralisação de 48 horas para protestar contra o sucateamento da empresa e a privatização, exigindo melhores condições de trabalho e avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Urbanitários, é a segunda em menos de duas semanas e reflete a insatisfação da categoria com a falta de progresso nas negociações e as condições adversas enfrentadas no dia a dia.

O sindicato divulgou uma carta aberta alertando sobre o desmonte da Casal e os riscos da privatização, que poderia afetar a qualidade dos serviços de saneamento, especialmente nas comunidades vulneráveis, enquanto a empresa não se manifestou sobre as reivindicações.

Resumo gerado por IA

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) realizaram, nesta terça-feira (7), uma paralisação de advertência de 48 horas para denunciar o que classificam como "sucateamento" e "desmonte institucional" da empresa. O movimento, organizado pelo Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, também se opõe à privatização da companhia.

A mobilização começou às 8h, com concentração em frente à sede da Casal, no Centro de Maceió. Segundo a categoria, além da defesa da manutenção da empresa como pública, a paralisação cobra melhores condições de trabalho e avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que, segundo o sindicato, seguem sem progresso.

Esta é a segunda paralisação promovida pelos trabalhadores em menos de duas semanas. A primeira ocorreu no dia 26 de junho e, de acordo com o sindicato, serviu como um alerta à direção da empresa sobre o descontentamento dos trabalhadores. 

A presidenta da entidade, Dafne Orion, disse que a paralisação é resultado da falta de avanços nas tratativas com a empresa e das condições enfrentadas pelos trabalhadores. "Ninguém entra em greve por vontade. A greve é o último recurso daqueles que tentaram ao máximo ser ouvidos e não conseguiram", afirmou. 

Dafne Orion também destacou o empenho diário dos trabalhadores, que enfrentam condições adversas para manter o sistema funcionando, e cobrou valorização profissional.

"Os trabalhadores da Casal são os mesmos que enfrentam sol, chuva, todas as emergências madrugadas adentro para garantir que a água chegue na casa de todos os alagoanos e alagoanas. Defender esses trabalhadores da Casal é defender um serviço público com qualidade. Não existe saneamento com qualidade sem trabalhadores respeitados, valorizados."

A reportagem entrou em contato com a Casal para obter um posicionamento sobre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O espaço permanece aberto para manifestação da companhia.

*Estagiária sob supervisão 

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