Trabalhadores poderão usar 20% do FGTS para pagar dívidas; governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do fundo

Publicado em 29/04/2026, às 16h17
Imagem de arquivo - Joédson Alves / Agência Brasil
Imagem de arquivo - Joédson Alves / Agência Brasil

Por g1

O governo federal planeja liberar R$ 4,5 bilhões do FGTS para que trabalhadores possam quitar dívidas, uma medida que visa reduzir o endividamento das famílias e empresas no Brasil.

A proposta permitirá que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos utilizem até 20% do saldo do FGTS para pagar débitos, com a Caixa transferindo os recursos diretamente aos bancos credores após autorização do trabalhador.

O presidente Lula deve anunciar oficialmente as medidas em um pronunciamento, com detalhes do plano de renegociação de dívidas sendo divulgados na próxima semana, dependendo do alinhamento com instituições financeiras.

Resumo gerado por IA

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), disse nesta quarta-feira (29), que devem ser liberados cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas.

Marinho afirmou que será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS para pagar débitos.

Essa medida faz parte do pacote que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende lançar nos próximos dias para reduzir o endividamento das famílias e empresas do país. Um dos pilares do pacote será a renegociação de dívidas que a população tem com bancos.

Essa medida que envolve o FGTS deverá atender a quem recebe até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil por mês.

Além disso, para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos – isso depois que a renegociação for feita e o trabalhador autorizar o repasse.

Para que as condições dessa renegociação sejam favoráveis, o governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos renegociadores.

“Nesse momento estamos debruçados, consolidando medidas, Lula fará referência no seu pronunciamento de amanhã e anunciará a medida na semana seguinte, talvez na segunda-feira ou na sequência”, disse Marinho.

Integrantes do governo trabalham nos ajustes finais para que as ações sejam apresentadas, inicialmente, pelo presidente Lula em um pronunciamento na quinta-feira (30), véspera do 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador.

No entanto, se ainda for necessário um prazo para que bancos e órgãos públicos se alinhem para colocar as medidas em prática, o presidente deverá manter a menção ao programa contra o endividamento no discurso.

Mas o detalhamento do plano só ocorrerá na segunda-feira (4) de maio, ou posteriormente.

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