Transações com PIX caem 10% após proibição das bets; veja os dados

Publicado em 29/09/2026, às 15h10
Imagem meramente ilustrativa - Arquivo / Agência Brasil
Imagem meramente ilustrativa - Arquivo / Agência Brasil

Por g1

Após a publicação da medida provisória que proíbe apostas esportivas online, o número de transações com PIX caiu cerca de 10% nos três dias seguintes, impactando o volume de operações financeiras no país.

Dados do Banco Central mostram que, no sábado, houve uma queda de 11% nas transações em comparação com os quatro sábados anteriores, com reduções semelhantes nos dias subsequentes.

O Banco Central foi questionado sobre a possível relação entre a queda nas transações e a nova medida, mas não respondeu até o momento da atualização dos dados.

Resumo gerado por IA

O número de transações com PIX caiu cerca de 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória (MP) que proíbe as apostas esportivas online, conhecidas como "bets". A medida foi publicada na sexta-feira (25).

Segundo dados do Banco Central sobre as operações liquidadas no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), foram registradas 229,6 milhões de transações no sábado (26), queda de 11% em relação à média dos quatro sábados anteriores.

No domingo (27), foram 165,9 milhões de transações, redução de 12% na mesma comparação. Na segunda-feira (28), dado mais recente disponível, foram 213 milhões, queda de 7,4% em relação à média das quatro segundas-feiras anteriores.

No acumulado dos três dias, foram 608,6 milhões de transações, volume 10% menor que a média registrada no mesmo intervalo das quatro semanas anteriores.

Os números fazem parte das estatísticas do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) divulgadas pelo Banco Central. A base reúne as transações PIX liquidadas no sistema.

O g1 questionou o Banco Central sobre uma eventual relação entre a queda das transações e a publicação da MP que proíbe as bets e se os dados disponíveis permitem estabelecer essa associação.

Até a última atualização desta reportagem, o Banco Central não havia respondido aos questionamentos.

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