Mundo

TVs e até sede do Google viram alvo de ataques de grupos antivacina em Londres

Mediatalks | 25/08/21 - 11h05 - Atualizado em 25/08/21 - 11h31
Foto: reprodução @Shayan86

A onda de ataques a jornalistas por integrantes de movimentos antivacina e antilockdown, que desde o fim de 2020 vem se intensificando na Europa e coloca em risco os profissionais que cobrem os protestos, chegou agora às redações britânicas e até ao Google.

Na última segunda-feira (23/8), a sede do grupo ITN, em Londres, foi invadida por manifestantes, que em seguida tentaram entrar no prédio da plataforma de mídia digital, localizado nas proximidades. Um protesto semelhante havia ocorrido no dia 9 de agosto, quando uma multidão atacou uma antiga sede da BBC no bairro de White City, oeste da cidade, pensando ser o endereço da redação. Hoje o local é alugado à ITN para gravação de um talk show.

Só que desta vez os manifestantes, que tinham acabado de realizar um ato no centro de Londres, não erraram os endereços. O edifício da ITN, localizado em Camden, ao norte da cidade, abriga os estúdios das emissoras ITV, Channel 4 News e Channel 5 News, que transmitem vários telejornais e programas jornalísticos. 

Um grande efetivo de policiais foi deslocado para conter o avanço e retirar os que tinham conseguido entrar no prédio. Os profissionais de imprensa ficaram isolados e o trabalho das equipes foi interrompido. 

Um porta-voz da ITN disse: “Os funcionários da ITV News, Channel 4 News e Channel 5 News foram aconselhados a permanecer no prédio ou afastar-se enquanto a situação está sendo resolvida. As organizações de notícias foram uma fonte vital de informações durante a pandemia.”

“O abuso de jornalistas por causa de suas reportagens sobre o coronavírus é um desenvolvimento preocupante que o ITN tem monitorado de perto, garantindo  que a equipe esteja ciente das precauções para evitar qualquer dano. Essa ação fez com que os jornalistas fossem impedidos de realizar suas atividades de coleta de notícias, algo que o ITN condena veementemente”.

Segundo relatou Shayan Sardarizadeh no Twitter, eles entregaram um documento exigindo a realização de um debate ao vivo sobre as vacinas contra a Covid-19. E prometeram voltar em uma semana se a demanda não for atendida.