O antagonismo que se estabeleceu entre o senador Renan Calheiros (MDB) e a senadora Eudócia Caldas (PSDB) tem anunciado um novo capítulo, pelo que informa a jornalista Marianna Holanda, da "Folha de São Paulo".
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É que, fazendo valer sua condição de presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Renan decidiu ouvir, na CAE, o secretário de Fazenda de Maceió, Felipe Borges, o ex-presidente do Instituto de Previdência de Maceió, Ronnie Reyner Mota, e Renan Calamia, dirigente da consultoria Crédito e Mercado, sobre aplicações feitas pelo IPREV no Banco Master .
No fundo, o senador visa atingir politicamente o ex-prefeito João Henrique Caldas (PSDB), pré-candidato a governador, em cuja gestão ocorreu o investimento, algo em torno de R$ 117 milhões - JHC é filho de Eudócia Caldas.
Na última segunda-feira, a senadora anunciou que já havia 26 assinaturas necessárias à instalação de uma CPI no Senado para apurar empréstimos consignados fraudados, prejudicando inativos do INSS, operações que teriam se iniciado pelo Banco BMG, no ano 2000, e se ampliaram com o liquidado Banco Master - uma investigação que não interessaria a Renan Calheiros.
As trocas de acusações entre Renan e Eudócia estão se transformando num autêntico pingue-pongue político em pleno Senado.
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