Com todo o respeito à história do Partido dos Trabalhadores, em Alagoas a legenda não tem estrutura alguma para pleitear a indicação de um dos seus membros para ser vice na chapa do senador Renan Filho, que amanhã deve ser oficializado candidato a governador pelo MDB.
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Dos três deputados estaduais da legenda, apenas Ronaldo Medeiros, atual presidente do diretório regional, tem alguma identidade com o petismo (após passagem pelo MDB), pois os outros dois filiados - Bruno Albuquerque e Marcos Barbosa - além de novatos na sigla nunca tiveram nenhuma vinculação com o partido e muito menos com o trabalhismo.
É notório que tanto Albuquerque quanto Barbosa ingressaram na legenda para obter mais chances de permanecer na Assembleia Legislativa num novo mandato.
No mais, o PT alagoano teve por muito tempo como sua maior expressão eleitoral o agora ex-deputado federal Paulão, que foi seguidamente vereador por Maceió, deputado estadual e se elegeu várias vezes à Câmara dos Deputados, mas que perdeu há pouco tempo o mandato para Nivaldo Albuquerque por uma filigrana jurídica.
Além disso, o PT tem em Maceió a vereadora Teca Nelma, egressa do PSDB, e apenas um prefeito - Chico Bezerra, em Olho d'Água do Casado.
Muito pouco, quase nada, para o partido pretender um voo mais alto.
A não ser que o MDB alagoano queira fazer um agrado ao presidente Lula, já que em nível nacional o partido não vai apoiá-lo formalmente.
Se de hoje para amanhã o PT conseguir a vaga de vice de Renan Filho, teremos mais um episódio a dar razão ao ex-deputado e ex-senador Euclides Mello, a quem é atribuída a frase: "Em política só não vi boi voar"...
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