Quando prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PSDB) consolidou a sua estratégia de uso intensivo das redes sociais, fundamental para obter mandatos na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
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Na sua gestão no município, partiu para a execução de investimentos em áreas essenciais como Saúde (o Hospital da Cidade é bom exemplo), Educação, Esporte e ações sociais.
O que lhe proporcionou maior visibilidade, contudo, foram as realizações em infraestrutura, no que foi fundamental o acordo com a Braskem de compensação financeira pelo desastre causado em vários bairros.
“O JHC só tem voto mesmo em Maceió e na região metropolitana”, diziam seus opositores, subestimando a possibilidade de o então prefeito expandir sua força política para o interior.
Quem raciocinou assim se deu mal.
E não levou em consideração que, com tantos serviços essenciais à população concentrados na capital, seria inevitável que os residentes no interior ao viajarem para Maceió voltassem para casa relatando as obras que se avolumavam sob a chancela de JHC.
Essa propagação boca a boca se expandiu para as outras cidades de forma gradual, ao ponto de facilitar a campanha do prefeito quando confirmou sua disposição de renunciar para concorrer ao governo do Estado.
Aí, consolidado o reconhecimento dos moradores de Maceió, quando JHC passou a se dedicar às ações em outros municípios sua avaliação positiva já estava avançada e facilitou muito o trabalho de captar eleitores.
Com apoio de poucos dos 102 prefeitos e quase sem participação de deputados e vereadores, a campanha foi fluindo com mais facilidade.
A tal ponto que a vitória já no primeiro turno, que não aparentava ser fácil, se tornou um fato consumado.
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