Quem passa pela AL-101 Norte, em Paripueira, e para em frente à Padaria Big Pão, certamente já sentiu o cheiro que chama de longe. É ali que Maria José de Lima, conhecida carinhosamente como Galega da Sopa e do Mungunzá, transforma panelas em acolhimento. Para muitos, o melhor mungunzá de Alagoas. Talvez do mundo. Mas desde o dia 21 de abril, a história mudou de rumo. Galega sofreu um acidente, quebrou o pé e está internada na UPA do Trapiche, à espera de uma cirurgia. Sem poder trabalhar, ela agora enfrenta dias difíceis longe das panelas que sustentaram sua vida e alimentaram tanta gente ao longo dos anos.
Chegou a nossa vez de cuidar de quem sempre serviu afeto em forma de comida.
Qualquer ajuda faz diferença. Quem puder contribuir, pode fazer um PIX para: 82 99141-4610 Em nome de: Márcia Santos de Moura.
LEIA TAMBÉM
Se puder ajudar, ajude. Se não puder, compartilhe. Porque quem já alimentou tanta gente com carinho merece agora receber cuidado de volta.
Vamos lembrar a história saborosa da Galega da Sopa
Nascida em São Luís do Quitunde, Galega construiu sua história na rua, no batente diário, conquistando clientes com simplicidade, sabor e resistência. Aos sábados e domingos, chega ainda de madrugada, às 6h. Nas terças e quintas, monta sua banca a partir das 17h. E quem conhece sabe: muitas vezes antes das 9h já não tem mais nada. É fila, é tradição, é respeito conquistado no suor.
Cada panela carrega memória. São cocos ralados à mão para garantir um leite grosso e encorpado, milho macio, caldo cremoso e canela por cima. A sopa, cheia de legumes, carne e tempero nordestino, abraça o corpo e a alma. Também tem tapioca, sempre feita com aquele jeito simples que conquista qualquer um.
Foi vendendo comida na rua que Galega criou os três filhos e conquistou sua independência.
“Sou feliz porque deixei de trabalhar na cozinha dos outros”, ela já me contou certa vez.
Hoje, ela precisa da nossa solidariedade.
LEIA MAIS
+Lidas