A presença abundante de borboletas em Maceió, observada recentemente, está relacionada ao período de reprodução das espécies, considerado comum nesta época do ano, segundo especialistas.
O biólogo Maurício Lima explica que esse aumento ocorre antes do período chuvoso, quando as fêmeas liberam feromônios para atrair machos, resultando em agrupamentos conhecidos como 'parapanã'.
Os especialistas recomendam que a população apenas observe os insetos e evite manuseá-los, permitindo que o ciclo natural de vida das borboletas e lagartas, como a 'lagarta de fogo', prossiga sem interferências.
A presença de grande quantidade de borboletas em diferentes pontos de Maceió tem chamado a atenção da população nos últimos dias. O fenômeno, explicado em reportagem do programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, está ligado ao período de reprodução das espécies e é considerado comum nesta época do ano, segundo especialistas.
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De acordo com o biólogo Maurício Lima, o aumento no número de borboletas ocorre principalmente antes do período chuvoso, quando os insetos entram na fase reprodutiva. Esse comportamento de concentração é conhecido popularmente como “parapanã”, termo de origem tupi que significa agrupamento.
Segundo o especialista, durante esse período, as fêmeas liberam feromônios para atrair os machos da mesma espécie, facilitando o acasalamento. Por isso, é comum observar várias borboletas reunidas em um mesmo local.
Esses agrupamentos costumam acontecer próximos às chamadas plantas hospedeiras, onde os insetos depositam seus ovos. Essas plantas também servem de alimento para as lagartas, fase inicial do ciclo de vida das borboletas. Entre as mais comuns estão cajueiro, coqueiro e arueira.
A reportagem também mostrou a presença de lagartas na região, incluindo a chamada “lagarta de fogo”, comum no Nordeste. Apesar do nome, o contato pode causar irritações na pele, mas, em geral, não provoca lesões graves.
Além do aspecto visual, o fenômeno também tem importância ecológica. As borboletas atuam como polinizadoras e fazem parte da cadeia alimentar, contribuindo para o equilíbrio ambiental.
A orientação dos especialistas é apenas observar e evitar o manuseio dos insetos, permitindo que o ciclo natural aconteça.
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