Um homem de 37 anos foi gravemente ferido por um disparo acidental em um clube de tiro em Toledo, Paraná, durante um incidente que ocorreu na tarde de sábado. O disparo foi registrado por câmeras de segurança e atingiu a vítima no tórax enquanto ele manuseava a arma.
O autor do disparo, um colecionador de armas de 31 anos, não foi preso e a arma utilizada estava devidamente registrada. A investigação aponta que o incidente foi causado por uma série de falhas nas regras de segurança no manuseio de armas, incluindo a crença equivocada de que a arma estava descarregada.
A Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso, com a arma sendo encaminhada para perícia. A documentação final será enviada à Polícia Federal e ao Comando do Exército para possíveis ações administrativas contra o clube e os envolvidos.
Um homem de 37 anos foi atingido por um disparo acidental dentro de um clube de tiro no distrito de Novo Sobradinho, em Toledo, no Oeste do Paraná. O caso aconteceu na tarde de sábado (29).
LEIA TAMBÉM
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do disparo. Os dois homens aparecem juntos na área administrativa do clube. A vítima manuseia a pistola e deixa a arma sobre uma mesa. Depois, o outro homem pega o armamento e, ao manuseá-lo, acaba efetuando o disparo acidental, que atinge a vítima no tórax.
O homem foi socorrido por pessoas que estavam no local e levado ao Hospital Bom Jesus (HOESP), onde permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A identidade não foi divulgada.
De acordo com a investigação, os dois homens envolvidos eram visitantes do clube. O homem que efetuou o disparo, de 31 anos, é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) — pessoa autorizada a exercer atividades de colecionamento, tiro desportivo ou caça. O nome dele não foi divulgado. Ele foi ouvido pela Polícia Civil na noite de sábado e não foi preso.
A arma usada no disparo tem registro regular, segundo a Polícia Civil. O armamento foi recolhido e será submetido à perícia.
Em nota, o clube de tiro informou que o manejo de armas de fogo em áreas administrativas e de acesso restrito constitui conduta irregular e proibida.
"As circunstâncias do incidente pontual ocorrido estão sendo apuradas com a devida cautela e responsabilidade, e os detalhes serão esclarecidos após a conclusão das apurações", diz a nota.
Sequência de falhas
O delegado Fábio Freire afirmou que a ocorrência foi provocada por uma sequência de falhas nas regras básicas de segurança no manuseio de armas de fogo.
Segundo ele, uma das regras é manter o dedo fora do gatilho, além de manter o cano direcionado para uma área segura e tratar a arma como se estivesse sempre carregada.
Conforme o relato apresentado pelo delegado, o homem que efetuou o disparo havia deixado a arma sem munição na câmara. Depois, a vítima teria colocado novamente o carregador, inserido uma munição na câmara, retirado o carregador e deixado a arma sobre a mesa.
O outro homem, segundo a investigação, teria acreditado que a arma continuava sem condições de disparo e acabou acionando o gatilho.
A Polícia Civil informou que, até o momento, os indícios apontam para um disparo acidental e para a possibilidade de lesão corporal culposa, quando não há intenção de causar o ferimento.
Investigação
A corporação instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso. A arma foi encaminhada para perícia e outros elementos ainda serão analisados.
Segundo o delegado, uma avaliação inicial também indicou que os proprietários do clube não tiveram participação no incidente.
O disparo ocorreu em uma área administrativa, onde, conforme a polícia, não era permitido o manuseio de armas de fogo.
Ao fim da investigação, a documentação será encaminhada à Polícia Federal e ao Comando do Exército para as providências administrativas relacionadas ao clube e aos envolvidos.
LEIA MAIS
+Lidas