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Vídeo: Tempestade de poeira arrasta avião em Ribeirão Preto

Folhapress | 27/09/21 - 16h22 - Atualizado em 27/09/21 - 16h25
Reprodução

A tempestade de poeira que atingiu cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais na tarde deste domingo (26) arrastou uma aeronave no aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto. Os ventos de até 100 quilômetros por hora deslocaram o um avião modelo ATR-72-600, da Azul Linhas Aéreas, que estava estacionado no pátio do local.

Durante a tempestade na região norte da cidade, onde fica o aeroporto, outros objetos foram vistos voando na pista, pouco depois das 15h30. O fenômeno climático –chamado haboob ou habub– não é muito comum e se forma a partir de uma tempestade comum de chuva e vento.

Ele ocorre quando o ar frio desce em direção ao solo, gerando rajadas de vento em altas velocidades que empurram o ar para baixo e radialmente. Com isso, arrastam a poeira do chão. A parede de poeira que se ergue pode ter milhares de metros de altura e até 160 quilômetros de largura. Veja vídeo:

Além de Ribeirão Preto, as nuvens de poeira foram registradas também em cidades como Franca, Orlândia, Dumont, Jardinópolis, Pradópolis, Guaíra, Morro Agudo, Viradouro e em municípios do Triângulo Mineiro. Segundo a Azul, não houve feridos e, logo após o ocorrido, a aeronave foi inspecionada pela área de manutenção.

De acordo com a Defesa Civil de Ribeirão, as rajadas de vento provocaram estragos em cinco casas na região norte, onde fica o aeroporto Leite Lopes, danificaram semáforos e prejudicaram o abastecimento de água na cidade –em um momento em que o interior de Sâo Paulo já sofre com racionamento.

A temperatura despencou 13ºC em apenas 42 minutos em Ribeirão, passando de 34ºC, às 15h, para 21ºC, às 15h42. Até o fim da manhã desta segunda-feira (27), a Secretaria da Infraestrutura recebeu 36 notificações de quedas de árvores na cidade e ao menos quatro semáforos ficaram inoperantes.

Devido à forte tempestade, a Prefeitura de Ribeirão está, desde domingo, fazendo reparos em toda a cidade. Vinte e nove poços artesianos foram desligados com o temporal, dos quais 28 já voltaram a operar. A cidade também voltou a registrar chuvas significativas, o que não ocorria há meses. No distrito de Bonfim Paulista, por exemplo, foram 50 milímetros de precipitação pluviométrica.