Quase 25 anos após os ataques de 11 de setembro, autoridades de Nova York identificaram mais uma vítima do atentado ao World Trade Center, que deixou quase 3 mil mortos em 2001.
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Segundo o canal ABC News, a vítima é uma mulher adulta cuja família optou por manter a identidade em sigilo. Com a nova identificação, o número de vítimas oficialmente identificadas chegou a 1.654.
A descoberta foi possível por meio da genealogia genética forense, técnica que combina testes de DNA com pesquisas de árvores genealógicas. "Tenho o prazer de anunciar que aplicamos novos métodos aos esforços de identificação do World Trade Center e, pela primeira vez em 25 anos, temos uma nova identificação graças à genealogia genética forense", afirmou o médico-legista Jason Graham à ABC News. "É um grande avanço", acrescentou.
Graham destacou a complexidade do trabalho de identificação das vítimas. "O ataque ao World Trade Center foi o massacre mais letal da história dos EUA e também representa o esforço de identificação forense mais complexo da nossa história", disse.
Segundo ele, a aplicação de novas tecnologias representa uma forma de manter o compromisso com as famílias que ainda aguardam respostas.
Especialistas também demonstram expectativa com o uso da genealogia genética. "Já podemos ver que é promissor", afirmou a antropóloga forense Jennifer Odien. Segundo ela, nem todos os casos poderão ser analisados pela técnica, mas há 47 perfis de DNA que podem ser compatíveis com o novo método.
Os ataques de 11 de setembro de 2001 deixaram 2.977 mortos, sendo 2.753 no World Trade Center, em Nova York. Apesar dos avanços nas últimas décadas, cerca de 1.100 vítimas ainda não foram formalmente identificadas, e as autoridades continuam trabalhando para oferecer respostas às famílias.
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