“Vou em casa e já volto”: vereador cassado foge de repórter após denúncia de compra de voto

Publicado em 05/06/2026, às 08h31
Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo

Por Brasil em Folhas

Um vereador cassado por envolvimento em um esquema de compra de votos fugiu de uma reportagem na Câmara Municipal de Francisco Alves, no Paraná, sem responder a perguntas sobre a distribuição de combustível a eleitores em troca de apoio político.

A investigação do Ministério Público do Paraná revelou que a coligação 'Pra Frente Francisco Alves' utilizou recursos financeiros para cooptar eleitores, com apreensões de notas fiscais e vales de combustível na véspera da eleição de 2024.

O promotor responsável destacou a gravidade do caso, afirmando que a troca de votos por abastecimento compromete o sistema democrático e prejudica o futuro do município, indicando a necessidade de medidas rigorosas contra a corrupção eleitoral.

Resumo gerado por IA

Um vereador cassado por envolvimento em esquema de compra de votos fugiu de uma reportagem na Câmara Municipal de Francisco Alves, no Paraná, na manhã desta quinta-feira (5). O parlamentar evitou responder a questionamentos sobre a distribuição de combustível a eleitores em troca de apoio político.

O episódio ocorreu durante a cobertura de um escândalo que levou à cassação de quase todos os vereadores do município. O parlamentar, abordado sobre a acusação de distribuir gasolina, respondeu aos repórteres: “Vou em casa e já volto”. Em seguida, ele subiu em sua motocicleta e deixou o local sem prestar esclarecimentos.

A investigação conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) revelou que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” utilizou poder econômico para cooptar eleitores. O esquema envolvia um posto de combustíveis, onde a polícia apreendeu, na véspera da eleição de 2024, notas fiscais e papéis que funcionavam como vales para retirada de gasolina ou álcool.

O promotor Filipe Rocha e Silva declarou que a gravidade do caso reside na troca de propostas políticas pelo uso da rede econômica para garantir votos. “A partir do momento em que o nosso voto é trocado pelo abastecimento de um veículo, isso compromete todo um sistema e prejudica a própria vida futura do município”, afirmou.

Gostou? Compartilhe