O fracasso em uma Copa do Mundo, em especial quando o adeus ocorre de forma precoce, desencadeia inevitáveis ondas de reformulação nos bastidores. E é importante destacar que as demissões não se restringem apenas ao elenco de jogadores e aos membros da comissão técnica.
Um exemplo claro dos problemas que podem ser desencadeados foi a queda de Chung Mong-gyu, presidente da Federação Sul-Coreana de Futebol que, nesta segunda-feira (5), renunciou oficialmente à presidência da entidade após 13 anos no comando.
Em nota oficial, o mandatário assumiu integralmente a responsabilidade pela crise institucional do futebol sul-coreano, enfatizando que as falhas operacionais e de planejamento estratégico devem ser atribuídas exclusivamente a ele.
Chung pontuou que, apesar de também acumular acertos ao longo de sua trajetória, reconhece as falhas cometidas, sobretudo no ciclo recente, e ainda destacou que o protagonismo e o sucesso do futebol do país pertencem essencialmente aos atletas e à torcida.
No comunicado, o ex-dirigente ainda aproveitou para manifestar otimismo quanto ao futuro da equipe, demonstrando plena convicção na recuperação do futebol sul-coreano e ressaltando a capacidade da seleção de voltar a figurar entre os protagonistas do cenário internacional.
Renúncia de presidente ocorre pouco tempo após demissão de técnico
Vale ressaltar que Chung não foi a única baixa de peso na seleção sul-coreana. Dias antes da renúncia do mandatário, o técnico Hong Myung-bo também deixou oficialmente o comando da equipe logo após o fim da melancólica campanha da Copa de 2026.
O desempenho muito abaixo do esperado atraiu críticas não apenas do público, mas também de figuras de peso do governo, incluindo o presidente sul-coreano Lee Jae-myung.
A Coreia do Sul encerrou sua participação no Mundial ainda na fase de grupos, registrando uma campanha tímida com apenas uma vitória em três jogos. Pouco tempo depois de selada a eliminação e confirmada a sua demissão, Hong deixou o país e retornou aos Estados Unidos.





