Um relatório da Rede EJA e Inclusão Produtiva, lançado em 7 de julho, revela que 64 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não completaram a educação básica. Aproximadamente 44,7 milhões não concluíram o ensino fundamental, e 19,3 milhões não terminaram o ensino médio. Este contexto destaca uma crise significativa na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no país.
Os desafios da EJA são mais pronunciados nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior concentração de pessoas sem educação formal completa. Iniciativas como o Pé-de-Meia, que visa aumentar a permanência de estudantes, são essenciais, mas ainda insuficientes.
Impacto econômico da baixa escolaridade
A baixa escolaridade impacta diretamente a economia. Pessoas sem ensino fundamental participam menos do mercado de trabalho, afetando o crescimento econômico regional e nacional. Estudos indicam que a educação básica completa poderia impulsionar a economia brasileira.
A conclusão da educação básica está associada a melhorias nas condições de vida e no potencial de renda.
Estratégias contra a evasão escolar
Nos últimos anos, programas para reduzir a evasão escolar têm mostrado progressos limitados. Há esforços em andamento para oferecer bolsas a estudantes que participam de exames como o Enem, inclusive para alunos do EJA e registrados no CadÚnico.
A manutenção e ampliação dessas iniciativas são cruciais para estimular a permanência nas escolas e melhorar a qualificação dos cidadãos.
Apesar de algumas melhorias, a Educação de Jovens e Adultos no Brasil enfrenta problemas significativos. Especialmente nas regiões mais afetadas, a taxa de conclusão escolar permanece baixa.





