Cristiano Ronaldo cobrou, neste domingo (13), a punição com banimento vitalício dos estádios para os torcedores do Al-Taawoun que gritaram o nome de Diogo Jota para provocar Rúben Neves durante a goleada do Al-Hilal por 6 a 0, no sábado (12), pelo Campeonato Saudita.
No episódio, Neves aparece em um vídeo se posicionando em uma falta próxima à torcida mandante quando os cânticos de “Jota! Jota! Jota!” se tornaram audíveis. Neves respondeu com umas palmas irônicas, apontou para o céu e depois na direção da arquibancada.
A polêmica do caso é que a torcida do Al-Taawoun utilizou a morte de Diogo Jota, falecido em julho de 2025 em um acidente de carro em Zamora, na Espanha, aos 28 anos, junto com o irmão André Silva, como forma de desestabilizar Neves, que era o melhor amigo do atacante.
O meia carregou o caixão de Jota no funeral e usa a camisa 21 da seleção portuguesa em homenagem ao amigo. Após a partida, Neves passou pela zona mista e deixou um recado seco: “Espero que não vão rezar depois do que fizeram”, disse.
Reação de Ronaldo, clube e federação
Cristiano Ronaldo, que joga pelo Al-Nassr e foi companheiro de ambos na seleção de Portugal, publicou um comentário em seu perfil no Instagram cobrando ação da liga:
“A liga precisa agir e punir esse tipo de comportamento dos torcedores. Isso já não é futebol, e precisa ter limites. Pessoas que se comportam assim nunca mais deveriam ser autorizadas a entrar em um estádio”, afirmou.
Já o Al-Hilal emitiu nota oficial classificando os cânticos como “ofensivos e inaceitáveis” e protocolou reclamação junto à Federação Saudita de Futebol (SAFF). O Al-Taawoun também se manifestou, condenando a conduta e se comprometendo a colaborar com as autoridades para responsabilizar os envolvidos.
A federação saudita confirmou a abertura de uma investigação para apurar os responsáveis. O desfecho do caso, incluindo a possibilidade de banimentos vitalícios, como pede Ronaldo, deve ser definido nos próximos dias.





