Juanito tem 71 anos, é descendente do povo indígena Panzaleo e vive a 4 mil metros de altitude nos páramos do Equador, numa região onde o frio extremo é constante e as cidades mais próximas ficam a mais de 40 minutos de caminhada.
Ele cuida de 150 ovelhas com a família e não parece ter pressa para mudar nada disso. “Somos felizes aqui pela tranquilidade que há, e trabalhamos com os 150 borreguitos”, disse ao canal do YouTube Ecuador y sus Paisajes, que passou três dias documentando a rotina da família.

Uma jornada que começa antes do amanhecer
O dia de Juanito começa cedo, ele tira as ovelhas do curral e caminha mais de 40 minutos até as pastagens nas encostas da montanha. O trabalho é físico, repetitivo e feito em altitudes que dificultam a respiração de quem não está adaptado.
Para ele, é rotina. A flauta andina acompanha as caminhadas, e entre uma tarefa e outra ele toca. “Me quer mais do que minha mulher”, disse, com humor, sobre o instrumento.
A família descende das tradições do povo Panzaleo, grupo indígena da região central do Equador, e mantém os costumes ancestrais no cotidiano: cozinham com lenha, resistem ao frio com roupas tradicionais e transitam entre a vida nas alturas e as idas esporádicas ao vilarejo mais próximo para vender produtos e comprar mantimentos.
O que o vídeo revelou
O vídeo publicado pelo canal Ecuador y sus Paisajes passou de dois milhões de visualizações e abriu uma conversa sobre o que significa uma vida boa. Juanito não considera o isolamento um sacrifício.
Segundo ele, doenças comuns nas cidades ainda não chegaram à sua comunidade, e a paz que encontra no páramo é o que chama de bênção. O pastor simplesmente descreve a própria vida, e é essa naturalidade que chamou atenção de quem assistiu.





