Um turista foi autuado em R$ 7.800 pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) após ultrapassar os guarda-corpos da passarela do Parque Nacional do Iguaçu e saltar nas águas próximas à Garganta do Diabo, em Foz do Iguaçu, no Paraná, para recuperar um celular que havia caído.
O episódio aconteceu em junho deste ano e terminou com a intervenção de bombeiros civis para resgatar o homem da área de risco.
O que aconteceu exatamente?
De acordo com a administração do parque, o visitante subiu na estrutura de proteção da passarela que percorre a margem das quedas e se jogou na água a poucos metros da Garganta do Diabo, o trecho de maior volume e força do conjunto de cachoeiras, ao ir atrás do aparelho celular que caiu de suas mãos.
Após recuperar o telefone, o homem teve dificuldade para retornar à passarela. A correnteza e a proximidade das quedas tornaram o retorno sem auxílio improvável. Bombeiros civis, que fazem monitoramento contínuo da área, intervieram e acompanharam o visitante até o fim do trajeto, garantindo sua retirada em segurança.
A autuação foi aplicada com base no Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e prevê penalidades para quem descumprir as normas de uso, circulação e segurança dos parques nacionais.
No caso, o valor de R$ 7.800 corresponde à infração de entrar em áreas restritas ou desrespeitar as sinalizações de segurança. Além da multa, o turista pode ter o acesso ao parque restrito por determinação administrativa.
O ICMBio informou que o autuado pode apresentar recurso em instância administrativa no prazo regulamentar. A identidade do homem não foi divulgada pelas autoridades.
Alerta do parque
O Parque Nacional do Iguaçu, criado em 1939 e reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Natural da Humanidade, recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano.
Além disso, a Garganta do Diabo, com 80 metros de altura e vazão média de 1.800 m³/s, é considerada uma das maiores quedas d’água do mundo em volume de água.
A administração do parque reforça que é terminantemente proibido ultrapassar, subir ou sentar nos guarda-corpos da passarela. A área próxima às quedas apresenta risco extremo de morte, tanto pela força da correnteza quanto pela altura da água e pela possibilidade de arraste subaquático.





