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Quem utiliza tirzepatida deve ficar atento à decisão da Anvisa sobre um lote específico do medicamento

Por Ana Anjos
18/10/2026
Utiliza tirzepatida ficar atento decisão

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu, na terça-feira (13), o lote HXTZ251015 de tirzepatida em pó liofilizado da FarmaUSA Pharmaceutical Ltda., depois que a fabricante deixou de cumprir uma ordem anterior de destruição do material. 

A substância é usada na manipulação de medicamentos para diabetes tipo 2 e controle de peso. A tirzepatida já havia sido interditada pela agência, mas a empresa responsável não destruiu o material como determinado. 

Por isso, a Anvisa adotou novas medidas de fiscalização e formalizou a proibição por meio da Resolução-Re nº 4.009, publicada em 9 de outubro. Quem utiliza medicamentos à base dessa substância em formulações manipuladas precisa estar ciente dessa ação regulatória específica.

O que proíbe a resolução

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A resolução proíbe a comercialização, a distribuição, a manipulação e qualquer uso do lote HXTZ251015. O documento também determina a apreensão e o recolhimento do material onde ele estiver. A Anvisa acionou a FarmaUSA Pharmaceutical para que se pronuncie sobre o caso.

Ao contrário do Mounjaro, medicamento pronto para consumo fabricado pela Eli Lilly, o insumo proibido é destinado ao uso magistral, ou seja, à preparação de fórmulas personalizadas em farmácias de manipulação.

A resolução fundamenta-se no indeferimento de uma petição relacionada ao produto e nas normas sanitárias que regem a importação e o manuseio de insumos farmacêuticos. O órgão regulador não explicou por que a empresa deixou de cumprir a ordem de destruição. Também não confirmou se o lote chegou a ser comercializado ou utilizado em pacientes.

Diferenças entre o insumo e o medicamento original

A tirzepatida é a substância ativa do Mounjaro, e a Eli Lilly criou o medicamento para o controle do diabetes tipo 2, e ele também é indicado no manejo do peso corporal. A tirzepatida atua sobre dois receptores hormonais, o GIP e o GLP-1, ligados ao equilíbrio da glicose sanguínea e à regulação do apetite.

Pontos-chave
Pontos-chave sobre a proibição de lote de tirzepatida pela Anvisa
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Anvisa proibiu o lote HXTZ251015 de tirzepatida em pó liofilizado da FarmaUSA após descumprimento de ordem de destruição.
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A resolução proíbe comercialização, distribuição, manipulação e qualquer uso do lote e determina apreensão e recolhimento do material.
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A medida foi formalizada pela Resolução-Re nº 4.009, publicada em 9 de outubro.
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O insumo proibido é destinado ao uso magistral em farmácias de manipulação, não sendo o medicamento pronto Mounjaro da Eli Lilly.
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A Anvisa acionou a FarmaUSA para que se pronuncie e não explicou por que a ordem de destruição não foi cumprida.
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A proibição ocorre em contexto de aumento de importação irregular e venda sem controle de produtos à base de tirzepatida, frequentemente pela internet.

Essa ação dupla distingue a tirzepatida de outras medicações para diabetes. O material proibido pela Anvisa não é o Mounjaro vendido pela Eli Lilly, mas uma versão em pó liofilizado destinada à manipulação em farmácias, vinculada à FarmaUSA Pharmaceutical. A proibição atinge apenas esse lote específico e não a categoria inteira de medicamentos que contêm tirzepatida como princípio ativo.

Pacientes que usam fórmulas manipuladas dessa substância devem consultar a farmácia responsável pela preparação para esclarecer se o insumo utilizado é afetado pela decisão.

O mercado paralelo de tirzepatida antes dessa proibição

A proibição do lote da FarmaUSA ocorre em meio ao aumento da importação irregular e da venda sem controle de medicamentos à base de tirzepatida, frequentemente pela internet. 

A Anvisa tem enfrentado esse problema e publicou resoluções proibindo produtos de empresas desconhecidas como Lipoless, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, que circulavam no país sem registro ou avaliação de qualidade e segurança.

Esses produtos não têm bula em português e não passaram pela avaliação de eficácia e segurança exigida pela agência. Além disso, medicamentos contra obesidade e diabetes à base de agonistas do GLP-1 só podem ser vendidos com prescrição médica e retenção de receita.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Ana Anjos

Ana Anjos

Jornalista paraibana, com coração pernambucano, fazendo o que ama e contando histórias que importam.

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