A tristeza é uma emoção universal que pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade. No entanto, dados do Mapa da Felicidade Real dos Brasileiros revelaram que a população jovem do país representa a maior parcela de pessoas que enfrentam esse sentimento atualmente.
O levantamento, conduzido pela pesquisadora em Ciência da Felicidade, Renata Rivetti, em parceria com o Instituto Ideia, apontou que os jovens brasileiros com idades entre 16 e 24 anos apresentam o índice mais elevado de infelicidade.
Cerca de 46,7% dos jovens entrevistados apontaram o trabalho como o vetor primário de sua tristeza. O resultado supera de forma massiva a média das demais faixas etárias, chegando a registrar mais que o dobro do índice geral.
Vale ressaltar, entretanto, que as redes sociais também causam um forte impacto, uma vez que cerca de 77% dos entrevistados desse grupo etário afirmou se sentir infeliz ao comparar a própria rotina com as vidas exibidas nas telas.
Somada à insatisfação com aspectos da própria realidade, esse grupo ainda reportou um déficit em suas redes de apoio interpessoal, o que contribui para o agravamento do quadro, visto que a ausência de conexões sociais sólidas dificulta o combate à tristeza.
Dados de pesquisa alertam sobre impacto social da tristeza
Em teoria, a juventude deveria ser a geração com os níveis mais altos de entusiasmo. Diante disso, os índices alarmantes de tristeza revelados pela pesquisa evidenciam que o problema transcende a esfera individual.
Para Rivetti, as informações analisadas revelam o atual funcionamento da sociedade e chamam a atenção para sérios problemas gerados por fatores estruturais coletivos.
Nesse contexto, tristeza apresentada pela população jovem deixa de configurar exclusivamente uma questão de saúde mental e passa a assumir relevância também sob as perspectivas do desenvolvimento social, econômico e da construção do futuro da sociedade.





