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Brasileiros comemoram notícia que pode deixar a carne mais barata nos mercados

Por João Carlos Gomes
17/06/2026
Brasileiros comemoram notícia que pode deixar a carne mais barata nos mercados

Foto: José Ignacio Pompé/Unsplash

O preço das carnes, sobretudo a bovina, se tornou um dos maiores desafios para o orçamento das famílias brasileiras nos últimos anos. Todavia, com a entrada em vigor do texto da Emenda Constitucional nº 132/2023, o governo federal promete finalmente começar a solucionar a situação.

Isso ocorre porque a proposta promove uma grande Reforma Tributária que visa mitigar as distorções geradas pelo antigo modelo de cinco tributos. E o principal reflexo prático será a redução direta no preço de itens considerados essenciais para a população.

Assim como o arroz, feijão, café, leite e pão, as proteínas animais são pilares da alimentação nacional. Por essa razão, o texto definitivo assegurou que as carnes fossem blindadas de eventuais aumentos sob o novo ordenamento fiscal.

Isso significa que, mesmo com as alterações trazidas com a chegada do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA Dual), que divide a arrecadação em em duas partes, a CBS, que é federal, e o IBS, gerido por estados e municípios, a carne pode ter seus preços reduzidos.

É importante lembrar, entretanto, que nem todos os descontos serão tão expressivos, já que o preço final do produto no supermercado também é fortemente influenciado por fatores de mercado como a lei de oferta e demanda e custos de produção, não dependendo apenas de tributos.

“Imposto do pecado”: enquanto carne fica mais barata, bebidas e outros itens encarecem

Ao mesmo tempo em que corta taxas de carnes e medicamentos para ajudar o consumidor, a nova Reforma Tributária também prevê a elevação de preços de itens que, de acordo com o texto da Emenda Constitucional nº 132, geram custos sociais ou ambientais.

Chamado de Imposto Seletivo ou “imposto do pecado”, o mecanismo promove mais equilíbrio fiscal diante dos alívios ao mesmo tempo em que contribui para a desestimulação do consumo, e deve impactar os seguintes produtos:

  • Bebidas alcoólicas;
  • Cigarros;
  • Refrigerantes e bebidas açucaradas;
  • Apostas online (bets);
  • Bens de luxo poluentes (jatinhos, embarcações e veículos com alta emissão de gases).
Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, fã de música e apaixonado pela profissão que, diariamente, se dedica a atualizar os leitores do TNH1.

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