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Home Geral

Carros da BYD devem ficar mais caros no Brasil após fim da isenção fiscal

Por Clyverton da Silva
05/02/2026
Como comprar o BYD Dolphin Mini Zero KM por menos de R$ 100 mil?

BYD Dolphin Mini (Foto: Divulgação/BYD)

Carros elétricos chineses montados no Brasil estão enfrentando um novo cenário tributário. A partir de janeiro de 2027, esses veículos estarão sujeitos a uma nova alíquota de importação que alcançará 35%.

Essa mudança ocorre após a interrupção de uma isenção temporária, que havia sido concedida para fomentar a entrada de novas montadoras no país, como a BYD. O fim desse incentivo foi influenciado por pressões significativas de montadoras tradicionais instaladas no país, como a Volkswagen e a GM.

A decisão de encerrar a isenção tributária para kits de montagem foi motivada pelo argumento de que a medida distorcia o mercado ao reduzir custos para montadoras estrangeiras. Isso afetava a competitividade local, segundo as montadoras brasileiras. A política anterior beneficiava principalmente empresas como a BYD, que utilizavam kits importados para montar seus veículos no Brasil.

Impacto no mercado automotivo

A reintrodução das tarifas de importação deve impactar significativamente o mercado automotivo nacional. Montadoras que operam no regime CKD (completamente desmontados) ou SKD (semi desmontados) verão um aumento inevitável nos custos.

Para o consumidor, isso se traduz em um aumento nos preços dos automóveis elétricos chineses, potencialmente encarecendo a compra desses veículos no país.

A mudança é vista como uma estratégia para preservar empregos. Relatórios indicam que a continuidade da isenção tinha potencial para eliminar milhares de postos de trabalho na indústria nacional. Com a nova tarifação, espera-se um fortalecimento da produção local, além de maior proteção ao mercado interno.

Adaptação das montadoras

As empresas estão buscando estratégias para contornar o novo cenário. A BYD, por exemplo, anunciou planos para expandir a produção local de componentes, buscando uma produção mais completa no Brasil. Este movimento, no entanto, exige tempo e recursos consideráveis, podendo ser desafiador diante das exigências do mercado.

A GWM também reforçou sua presença no Brasil, investindo em operações locais e aumentando o uso de fornecedores brasileiros. 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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